Doe Sangue, Doe Vida: projeto do HGG e HEMOBA alerta para estoque crítico e convoca população de Guanambi

Iniciativa busca transformar a doação em hábito contínuo e salvar vidas em toda a região.

Neide Lu, jornalista, Juscelia Ferreira, enfermeira do Hemoba, e Eliana Cunha, Assistente Social do HGG.

O projeto “Doe Sangue, Doe Vida”, desenvolvido pelo Hospital Geral de Guanambi (HGG) em parceria com a HEMOBA, tem como objetivo principal conscientizar a população sobre a importância da doação voluntária e regular de sangue — uma atitude que pode salvar até quatro vidas com uma única bolsa.

Durante entrevista ao programa Fala Você Notícias nesta quinta (26), a assistente social Eliana Cunha e a enfermeira Juscelia Ferreira alertaram para um cenário preocupante: o banco de sangue da região opera frequentemente em nível crítico.

Dependência de doações emergenciais preocupa especialistas

Atualmente, grande parte das doações ocorre apenas quando familiares ou conhecidos precisam de sangue, o que compromete a manutenção de um estoque regular.

Segundo as profissionais, o HGG atende cerca de 23 municípios pactuados, sendo referência em urgência e emergência. Isso significa que acidentes, cirurgias e situações críticas exigem sangue disponível imediatamente — sem tempo para campanhas emergenciais.

“Quando o paciente chega em estado grave, não há tempo para mobilização. O sangue precisa já estar disponível”, destacou Eliana.

Apenas 2% da população doa sangue regularmente

O dado é alarmante: no Brasil, apenas cerca de 2% da população mantém o hábito de doar sangue. Esse número é insuficiente diante da demanda crescente.

Em Guanambi, a realidade não é diferente. O fluxo de doadores voluntários ainda é baixo, o que mantém o banco de sangue em constante alerta.

Quem pode doar? Veja os critérios básicos

Durante a entrevista, Juscelia Ferreira esclareceu dúvidas frequentes e destacou os principais requisitos:

- Ter entre 16 e 69 anos (menores com autorização)

- Pesar acima de 50 kg

- Estar bem de saúde

- Estar alimentado (evitar alimentos gordurosos antes)

- Ter dormido bem (mínimo de 6 horas)

Além disso, o tipo sanguíneo O negativo é o mais necessário, por ser compatível em situações de emergência. 

Juscelia Ferreira, enfermeira do Hemoba, e Eliana Cunha, Assistente Social do HGG.

Doar sangue não faz mal — pelo contrário

Um dos maiores desafios do projeto é combater mitos. Muitas pessoas ainda acreditam que doar sangue enfraquece o organismo — o que não é verdade.

“O corpo se recompõe rapidamente. Em poucos dias, o volume de sangue já está restabelecido”, explicou Juscelia.

Projeto quer criar cultura permanente de doação

Diferente de campanhas pontuais, o “Doe Sangue, Doe Vida” foi planejado para acontecer durante todo o ano, com ações dentro e fora do hospital. Entre as estratégias estão:

- Palestras em salas de espera

- Ações educativas com pacientes e familiares

- Mobilização em escolas e instituições

- Campanhas contínuas de conscientização

O foco é claro: transformar a doação em um hábito social permanente.

Onde doar sangue em Guanambi

 Unidade da HEMOBA – ao lado do Hospital Geral de Guanambi. O cadastro é feito das 7h30 às 11h, e o telefone: (77) 3451-7474,  Serviço Social (WhatsApp): (77) 99935-6475.

Um gesto simples que salva vidas

A cada bolsa coletada, até quatro pessoas podem ser beneficiadas, graças à separação dos componentes do sangue. Em uma região com alta demanda por atendimentos de urgência, doar sangue é mais que solidariedade — é um compromisso com a vida.

Uma atitude de poucos minutos pode decidir o futuro de alguém — será que você está pronto para salvar vidas? Assista à entrevista completa no YouTube Neide Lu Fala Você Notícias e descubra como fazer parte dessa corrente do bem. 

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