Rock e autenticidade: Cólera de Vênus é destaque no Festival da Virada de Guanambi

De acordo com Kew Alves, inicialmente a banda não se chamava Cólera de Vênus. Formada há seis anos, foi idealizada por Daniel Dantas (baterista) e pelo próprio Kew.

Músico da Cólera de Vênus Kew Alves, e o produtor Jardel Eunato.

A Cólera de Vênus é uma banda de rock que se destaca na cena musical de Guanambi, com uma trajetória sólida construída ao longo de seis anos. Conhecida por sua energia contagiante nos palcos e pela originalidade em suas composições, a banda conquistou um público fiel na região e se consolidou como uma referência no gênero. Com influências que transitam entre o rock clássico e outros estilos, a Cólera de Vênus se destaca não apenas pelo talento individual de seus integrantes, mas também pela harmonia e química que demonstram em suas apresentações ao vivo. Suas músicas abordam temas que vão desde questões sociais até reflexões pessoais, sempre carregadas de intensidade e autenticidade.

No episódio do Fala Você Notícias desta sexta-feira (31) recebemos Kew Alves, vocalista da banda, e Jardel Eunato, produtor, para falar sobre a trajetória do grupo e sua participação no Festival da Virada em Guanambi.

De acordo com Kew Alves, inicialmente a banda não se chamava Cólera de Vênus. Formada há seis anos, foi idealizada por Daniel Dantas (baterista) e pelo próprio Kew. Eles se conheceram após um show de Kew na praça de Guanambi, quando Daniel o convidou para tocar rock em casa. A partir desse encontro, a banda começou a crescer, novos integrantes foram adicionados ao projeto e a proposta musical foi se solidificando. Hoje, o grupo é composto por Ramon Tomaz (contrabaixo), Alex Alves (guitarra) e mais dois músicos.

Sobre o nome da banda, Kew Alves explicou que no início não havia um nome definido, mas quando decidiram criar um trabalho original, perceberam que tudo precisava ter significado. "A palavra 'Cólera' não representa apenas uma doença, mas também um sentimento de raiva absoluta. Já 'Vênus' simboliza a inspiração feminina presente em nossas famílias. O nome representa toda a raiva transformada em arte, unindo a força feminina e a expressão masculina, quebrando estereótipos", detalhou.

A banda Cólera de Vênus tem suas raízes no rock, mas suas influências transitam também pelo sertanejo raiz, rap, reggae e referências de bandas clássicas do rock brasileiro.

Kew destacou que, apesar dos desafios enfrentados na produção de músicas autorais, a banda já possui um trabalho sólido e evoluiu muito ao longo dos anos. Segundo ele, embora priorizem músicas próprias, adaptam o repertório conforme o projeto. 

Músico da Cólera de Vênus Kew Alves, Neide Lu, jornalista, e o produtor Jardel Eunato.

Há seis anos, a banda se apresenta em praças e casas de shows, sempre de forma independente. Agora, com a oportunidade de participar do Festival da Virada, eles enxergam um espaço importante para apresentar seu trabalho para um público maior. "É um momento único para mostrarmos nosso som de Guanambi para Guanambi", disse Kew.

Para o show de hoje, o público pode esperar muita energia, música de qualidade, covers conhecidos e, claro, músicas autorais. O repertório inclui clássicos de Belchior e Legião Urbana, além de músicas como "Dia Santo", "Crise na Cidade", "Holocausto Pessoal" e "Homens".

Em relação ao futuro, Kew Alves revelou que a banda planeja lançar um álbum completo a partir de janeiro e busca expandir sua presença para outros estados e, quem sabe, para o cenário internacional.

Já Jardel Eunato, produtor da banda, destacou que projetos musicais como o da Cólera de Vênus têm um grande potencial para alcançar outros territórios. Ele mencionou a importância dos editais de fomento cultural, que possibilitam que jovens artistas de Guanambi levem sua música para novos públicos. "É essencial que a banda esteja bem organizada para explorar essas oportunidades", afirmou Jardel.

Atualmente, a banda possui cerca de 15 músicas autorais, incluindo algumas que ainda aguardam produção. Kew, reforçou que as composições são sempre um trabalho coletivo, com contribuições de todos os integrantes.

Por fim, Kew Alves enfatizou que a banda deseja materializar suas músicas e consolidar um portfólio profissional. Ele afirmou que shows como o da Virada representam um marco importante para fortalecer a presença da banda no cenário musical local e abrir portas para novos projetos em Guanambi e além.

Confira o bate-papo completo com a banda Cólera de Vênus! 

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