Projeto Sorrisonautas leva alegria e humanização por meio da Palhaçoterapia

Luana explicou que a Palhaçoterapia tem origem no método terapêutico da Risoterapia, criado por um médico estadunidense, que utilizava o riso como ferramenta terapêutica em hospitais e escolas para humanizar o atendimento. Essa prática resgata valores essenciais, como alegria e esperança, proporcionando um impacto positivo tanto físico quanto emocional nos pacientes.

Aislanna Pereira, monitora, Neide Lu, jornalista, Alana Prado, presidenta Sorrisonautas, e Felipe Cotrim, monitor.

No episódio do Fala Você Notícias desta sexta-feira (27), recebemos Luana Prado, presidenta do Projeto Sorrisonautas, Aislanna Pereira, membro, e Felipe Cotrim, monitor do projeto, para falar sobre a humanização e a promoção da saúde através da Palhaçoterapia.

De acordo com Luana Prado, o Sorrisonautas é um projeto de extensão da UniFG, idealizado por volta de 2017. O projeto teve um longo período de atividades, mas precisou ser pausado durante a pandemia por questões de segurança. Após esse período, retornou com força total. Luana entrou no projeto em 2022, enquanto o discente Felipe ingressou em 2024.

A origem e importância da Palhaçoterapia

Luana explicou que a Palhaçoterapia tem origem no método terapêutico da Risoterapia, criado por um médico estadunidense, que utilizava o riso como ferramenta terapêutica em hospitais e escolas para humanizar o atendimento. Essa prática resgata valores essenciais, como alegria e esperança, proporcionando um impacto positivo tanto físico quanto emocional nos pacientes. Inspirados por esse método, diversas iniciativas semelhantes surgiram ao redor do mundo, incluindo o Projeto Sorrisonautas.

Segundo Felipe, a principal missão do projeto é levar risos e conforto não apenas para pacientes, mas também para crianças e idosos. “É algo muito gratificante ver eles sorrirem, ficarem felizes com a nossa presença. Quando percebemos que conseguimos alcançar esse objetivo, ficamos imensamente felizes”, concluiu Felipe.

Interdisciplinaridade e acolhimento

Luana destacou que o projeto não se restringe aos cursos de Psicologia, Biomedicina e Medicina, mas envolve diversas áreas do conhecimento. A seleção de novos voluntários ocorre quase todos os semestres, atraindo estudantes de diferentes cursos, que rapidamente se apaixonam pela causa.

Luana também ressaltou o impacto emocional das ações. “Quando o paciente está em um momento de dor, sofrimento e tristeza, sem expectativa de vida, uma escuta ativa ou uma simples piada pode mudar aquele momento. Isso resgata a alegria e ajuda a pessoa a viver plenamente, mesmo que por instantes.”

Perfis dos personagens

Os voluntários são estimulados a resgatar sua criança interior para dar vida aos personagens. Luana interpreta a Dra. Girassol, uma figura desengonçada, de voz fina e vestimentas vibrantes, predominantemente amarelas e verdes. Já Felipe dá vida ao Dr. Bigode, um personagem caricato com bigode preto, sobrancelhas grossas, óculos e um jaleco cheio de pequenos bigodes desenhados. Dr. Bigode adora cantar e contar piadas de humor duvidoso. 

Aislanna Pereira, monitora, Felipe Cotrim, monitor, e Alana Prado, presidenta Sorrisonautas.

Capacitação e preparo emocional

Após o processo seletivo, os voluntários passam por entrevistas para avaliar suas motivações e alinhamento com os valores do projeto. Em seguida, participam de uma capacitação intensiva, que dura cerca de dois dias, abordando temas como gestão emocional e como lidar com situações delicadas e constrangedoras.

Momentos emocionantes

Felipe compartilhou um dos momentos mais marcantes de sua jornada no projeto, ocorrido há três semanas, durante uma visita à UNACON. Na UTI, uma senhora cantou alegremente com eles e, emocionada, deixou uma mensagem inspiradora: “Devemos ser felizes até o último momento de nossas vidas.” Felipe relatou que essa experiência o tocou profundamente.

Luana complementou que, além de levar alegria aos pacientes, o projeto também beneficia os voluntários. “Há dias em que nós mesmos não estamos bem, mas após uma ação retornamos completamente revigorados.”

Depoimento de Aislanna Pereira

Aislanna, que interpreta a Dra. Caipirinha, relembrou um dia marcante durante uma ação na UNACON, que foi estendida para um hospital em Maniaçu. Ela contou sobre uma paciente que havia pedido para conhecer os “palhacinhos” e, pouco tempo após a visita, veio a falecer. “Foi emocionante saber que conseguimos proporcionar um momento de alegria para ela em seus últimos dias.”

Outro relato emocionante veio de uma mãe, que agradeceu a presença do grupo em um momento de grande dor, destacando como a visita trouxe alívio e esperança.

Perspectivas para o futuro

Para 2025, o projeto planeja abrir vagas para estudantes de outras faculdades, ampliando seu alcance e impacto. Luana e Felipe reforçaram que manter o projeto ativo e bem estruturado é essencial para alcançar mais pessoas e promover ações cada vez mais significativas.

O Projeto Sorrisonautas continua a espalhar amor, cuidado e, principalmente, sorrisos, mostrando que, mesmo nos momentos mais difíceis, o riso pode ser a melhor medicina.

Clique no vídeo e assista ao bate-papo completo! Descubra mais sobre a incrível jornada do Projeto Sorrisonautas, os bastidores da Palhaçoterapia e como pequenos gestos podem transformar vidas. 

Aislanna Pereira, monitora, Neide Lu, jornalista, Alana Prado, presidenta Sorrisonautas, e Felipe Cotrim, monitor.

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