Prevenção de Lesões por Pressão: Cuidados e orientações para familiares e cuidadores

Andreia destacou que a cada terceira quinta-feira de novembro é celebrado o Dia Mundial de Prevenção de Lesões por Pressão, com campanhas que reforçam a importância do cuidado com pacientes imobilizados.

Juliano Santos, enfermeiro, Neide Lu, jornalista, e Andreia Vieira, enfermeira.

No programa Fala Você Notícias desta quarta-feira (06), Andreia Vieira e Juliano Santos, especialistas em estomaterapia e dermatologia, respectivamente, discutiram a prevenção e tratamento de lesões por pressão. Ambos são enfermeiros e empresários do Espaço do Curativo, e trouxeram informações importantes sobre as lesões que afetam pacientes acamados e pessoas com mobilidade reduzida.

Andreia destacou que a cada terceira quinta-feira de novembro é celebrado o Dia Mundial de Prevenção de Lesões por Pressão, com campanhas que reforçam a importância do cuidado com pacientes imobilizados. Segundo ela, indivíduos restritos ao leito têm maior propensão a desenvolver esse tipo de lesão, causada pela fragilidade óssea e pela pressão prolongada sobre determinadas áreas do corpo.

Juliano explicou que, ao atender um paciente, seja no hospital ou em casa, utiliza-se a Escala de Braden para avaliar fatores de risco, como mobilidade, nutrição, hidratação e condições da pele. Ele ressaltou que pacientes idosos, por terem a pele mais sensível, podem sofrer lesões até mesmo ao serem reposicionados no leito. Com base na pontuação da escala, medidas preventivas são implementadas para reduzir o risco de lesões.

As lesões por pressão são classificadas em quatro estágios, conforme Juliano. O estágio 1, identificado por uma vermelhidão na pele que não clareia com a pressão, requer atenção imediata e curativos específicos para reduzir a pressão no local. No estágio 2, há rompimento da pele; no estágio 3, ocorre necrose do tecido; e no estágio 4, o mais grave, pode haver exposição óssea, aumentando o risco de infecção.

Andreia salientou que o reposicionamento a cada duas horas é crucial para evitar o agravamento das lesões. Segundo ela, cadeirantes têm predisposição a essas lesões devido à falta de mobilidade e perda de sensibilidade, o que pode levar a infecções graves e até ao óbito em alguns casos.

Andreia Vieira, enfermeira, e Juliano Santos, enfermeiro.

A enfermeira também esclareceu a atuação da estomaterapia e da podiatria, duas áreas em que a enfermagem desempenha um papel importante. Ela explicou que a estomaterapia envolve o tratamento de diversas lesões, incluindo úlceras por pressão e feridas em pacientes com estomas, como colostomias e gastrostomias. Já a podiatria é voltada ao cuidado do pé e tornozelo, com foco especial em pacientes diabéticos, visando a prevenção de amputações.

Entre as tecnologias utilizadas no Espaço do Curativo para potencializar o tratamento, estão o laser, a ozonioterapia, PRP (plasma rico em plaquetas), PRF (fibrina rica em plaquetas) e a terapia de pressão negativa, além de técnicas de camuflagem paramédica. Andreia reforçou que a avaliação precoce é essencial, pois muitos pacientes chegam ao atendimento com lesões já em estado avançado.

Juliano abordou as dificuldades na prevenção de lesões por pressão entre familiares e cuidadores. Ele apontou que há falhas no sistema, uma vez que nem sempre os profissionais de saúde fazem o levantamento adequado durante a internação, utilizando a Escala de Braden para aplicar os cuidados necessários. Com a alta hospitalar, muitos pacientes voltam para casa sem orientação sobre cuidados básicos e prevenção de novas lesões.

Ele também enfatizou que a prevenção deve envolver o familiar no processo de cuidado, desde a alimentação até a orientação sobre práticas de manuseio e posicionamento do paciente, para que os cuidados continuem de maneira eficaz em casa. Além disso, destacou que o tratamento não pode ser interrompido antes de a pessoa estar completamente curada.

Clique no vídeo e assista ao bate-papo completo para saber mais sobre as orientações essenciais de cuidado e prevenção!

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