O uso excessivo de celulares, redes sociais e vídeos curtos pode estar provocando um fenômeno preocupante conhecido como Brainrot — termo que significa, literalmente, “cérebro apodrecido”. O alerta foi feito pelo professor Clayton Cirqueira, analista de sistemas e especialista em Tecnologia da Informação (TI), durante entrevista ao programa Fala Você Notícias, nesta terça (10), na rádio 96 FM.
Segundo o especialista, embora o Brainrot não seja um diagnóstico médico, o termo passou a representar um conjunto de comportamentos cada vez mais comuns, como perda de foco, irritabilidade, dificuldade de concentração, prejuízos no sono e queda no desempenho escolar e profissional. A expressão ganhou força em 2024 após ser destaque em tendências linguísticas internacionais, refletindo um problema real vivido por milhões de pessoas conectadas.
Durante a entrevista, Clayton explicou que o cérebro funciona de forma semelhante aos algoritmos das redes sociais: quanto mais estímulos rápidos e fragmentados ele recebe, mais passa a “se adaptar” a esse padrão. O resultado é um desinteresse crescente por atividades que exigem atenção prolongada, como leitura, conversas presenciais, estudo e até convivência familiar.
Crianças e adolescentes, segundo o professor, são as maiores vítimas desse processo, por estarem em fase de formação emocional e cognitiva. A falta de supervisão dos pais e o acesso irrestrito a conteúdos rasos, violentos ou sem contexto contribuem para comportamentos como ansiedade, agressividade, isolamento social e dificuldades de aprendizado.
Clayton também alertou que adultos e idosos não estão imunes aos efeitos do Brainrot. O uso contínuo do celular, inclusive em situações de risco — como ao dirigir, atravessar ruas ou durante momentos familiares — tem se tornado um problema de segurança e saúde mental.
Apesar do cenário preocupante, o especialista reforçou que a tecnologia não é a vilã, mas sim o uso sem limites. Entre as principais recomendações estão: desativar notificações, estabelecer horários para uso do celular, acessar as redes com intenção definida, proteger o sono e valorizar interações reais. “Quem precisa estar no controle é a pessoa, não o aparelho”, destacou.
Você sente dificuldade de se concentrar, vive cansado mentalmente ou percebe que o celular controla sua rotina? Assista à entrevista completa com o professor Clayton Cirqueira no YouTube Neide Lu Fala Você Notícias e entenda como proteger sua mente em tempos de excesso digital.
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