Fim da greve da UNEB: Mobilização de 20 dias garante conquistas para docentes e servidores

Osaná concluiu destacando que todas as conquistas foram resultado da unidade da categoria e que, em apenas 20 dias de greve, alcançaram avanços que não haviam conseguido em seis meses de negociações.

Neide Lu, apresentadora, Osaná Macedo e Dinalva Macedo, membro do comando de greve.

A greve da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), que durou 20 dias, representou um marco importante para a comunidade acadêmica. Durante esse período, estudantes, professores e servidores uniram-se em busca de melhores condições de trabalho, ensino e infraestrutura, além de pressionarem por mais investimentos na educação pública estadual. No programa Fala Você Notícias desta sexta-feira (18), os professores Dinalva Macedo e Osaná Macedo, membros do comando de greve, comentaram o fim da greve.

Segundo Dinalva, a greve, iniciada em 27 de setembro, foi encerrada após a assembleia realizada em 16 de outubro, com 91 votos a favor do término, 17 pela continuidade e 10 abstenções. Embora muitos acompanhassem o evento pelo Google Meet, apenas os presentes puderam votar, conforme o estatuto da ADUNEB. A greve, segundo Dinalva, foi marcada por intensas mobilizações, incluindo panfletagens e divulgações na mídia.

Em relação às pautas salariais, Dinalva explicou que, após negociações, foi acordado um reajuste de 13,83%, a ser distribuído em dois anos: 6,69% em janeiro de 2025 e 6,59% em janeiro e junho de 2026. Ela mencionou que, embora o ganho seja considerado baixo, a luta garantiu avanços, como promoções futuras e o auxílio de itinerância para professores que precisam se deslocar para os campus da UNEB, que atende 19 territórios de identidade.

Osaná Macedo ressaltou que a mobilização enfrenta desafios, como o imediatismo de alguns colegas e a terceirização da luta sindical. Ele destacou, no entanto, que a união das ADS (Associações Docentes) foi fundamental para o fortalecimento da greve, especialmente quando todas se recusaram a assinar o acordo salarial proposto pelo governo até que as quatro universidades estaduais fossem incluídas.

Dinalva Macedo e Osaná Macedo, membros do comando de Greve da Aduneb.

Entre os avanços conquistados, Dinalva mencionou o compromisso do governo em implementar as promoções de docentes até o primeiro semestre de 2025. Atualmente, há 176 professores aguardando essas promoções. Ela também destacou a luta pela desvinculação da classe vaga, permitindo um fluxo contínuo de promoções, como ocorre nas universidades federais.

Outro ponto importante foi a conquista do auxílio itinerante para professores que residem longe dos campi, uma demanda que já durava 10 anos. Além disso, houve progresso na luta pela restauração do decreto de 1997, que garante auxílio-transporte para servidores que moram a menos de 70 km de seus locais de trabalho.

Dinalva também ressaltou a criação de uma mesa de negociação permanente no governo Jerônimo, algo que não ocorria desde 2015. Isso permitirá a discussão contínua das pautas das quatro universidades estaduais no Fórum das ADS. Outras vitórias incluem a recomposição salarial a partir de janeiro e a promessa de um projeto de lei que restabeleça o direito à insalubridade para servidores que perderam esse benefício.

Osaná concluiu destacando que todas as conquistas foram resultado da unidade da categoria e que, em apenas 20 dias de greve, alcançaram avanços que não haviam conseguido em seis meses de negociações. A mídia, segundo ele, também desempenhou um papel crucial na visibilidade da greve, com ampla cobertura da mobilização.

Clique no vídeo e assista ao bate-papo completo sobre a mobilização da UNEB, onde os professores Dinalva e Osaná Macedo discutem os 20 dias de greve e as importantes conquistas para a comunidade acadêmica. Não perca!

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