Sinusite vai além do nariz entupido e pode comprometer trabalho, estudos e bem-estar, alerta especialista

Otorrinolaringologista Dr. Humberto Reis explica como a sinusite afeta a qualidade de vida, os riscos da automedicação e quando procurar ajuda médica.

Neide Lu, jornalista apresentadora, e Dr. Humberto Reis, otorrino.

Dores de cabeça constantes, cansaço, dificuldade de concentração, irritação e queda no rendimento escolar ou profissional podem estar diretamente ligados à sinusite. Em entrevista ao Fala Você Notícias nesta quarta (21), o otorrinolaringologista Dr. Humberto Reis explica que a doença, comum entre brasileiros, vai muito além de um simples problema respiratório e pode impactar profundamente a qualidade de vida quando não é diagnosticada e tratada corretamente.

Sinusite: uma doença simples, mas altamente incapacitante

Segundo o especialista, a sinusite pode ter origem inflamatória — geralmente associada à rinite alérgica — ou infecciosa, quando há proliferação bacteriana. Em ambos os casos, os sintomas são capazes de interferir diretamente no dia a dia do paciente. “Uma pessoa com sinusite perde a concentração, sente dores intensas na cabeça, pressão no rosto e nos olhos. Isso compromete o desempenho no trabalho, nos estudos e até nos momentos de lazer e convivência social”, explica Dr. Humberto.

Sinusite inflamatória x sinusite bacteriana

A forma mais comum é a sinusite inflamatória, causada por crises frequentes de rinite, poeira, mudanças de temperatura, ar-condicionado inadequado e exposição ao frio. Já a sinusite bacteriana é mais grave, surge de forma súbita e pode provocar dores intensas, secreção purulenta e risco de complicações como pneumonia, meningite e até perda da visão, se não tratada corretamente.

Dr. Humberto Reis, otorrino, e Neide Lu, jornalista apresentadora.

Automedicação: um risco silencioso

Um dos alertas mais importantes da entrevista é sobre a automedicação. O uso indiscriminado de antibióticos pode gerar resistência bacteriana, tornando futuros tratamentos mais difíceis e caros. “Nem toda sinusite precisa de antibiótico. Usar o medicamento errado pode trazer prejuízos sérios à saúde”, reforça o médico.

Clima, hábitos e saúde emocional influenciam

Fatores do cotidiano, como poeira, poluição, ar-condicionado em temperaturas muito baixas, roupas molhadas em crianças e até estresse e ansiedade, podem agravar ou desencadear crises. O médico destaca que a sinusite crônica inflamatória muitas vezes está ligada à tensão muscular e ao emocional, refletindo diretamente no organismo.

Quando procurar um especialista

Dr. Humberto orienta que sintomas recorrentes, dores persistentes, crises frequentes ou necessidade constante de medicamentos exigem avaliação médica especializada. “Nem toda dor de cabeça é sinusite. Identificar a causa correta é fundamental para um tratamento eficaz”, afirma.

Quer entender de forma clara quando a sinusite é simples e quando pode se tornar perigosa? Assista à entrevista completa com o Dr. Humberto Reis no YouTube: Neide Lu Fala Você Notícias.

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar