A crise interna no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Simpojud) ganhou novos contornos e veio a público durante entrevista concedida por Samuel Nonato, servidor do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), ao programa Fala Você Notícias desta sexta. O tema central foi grave e direto: ações de intervenção judicial e denúncias de golpes dentro do sindicato.
Segundo Samuel, as denúncias envolvem suposta corrupção, ingerência administrativa e irregularidades financeiras atribuídas à atual direção sindical, com destaque para um relatório apresentado em julho de 2025 que apontaria indícios de má gestão, repasses irregulares e possível desvio de recursos dos filiados. O documento teria motivado uma assembleia, em novembro, que aprovou a abertura de auditoria interna e o afastamento de uma diretora — medidas que, segundo ele, nunca foram efetivamente cumpridas.
O servidor relatou que o não cumprimento das decisões assembleares gerou um clima de tensão extrema, culminando em conflitos internos, presença da Polícia Civil e um sindicato dividido. A situação se agravou após uma assembleia realizada em dezembro, classificada por ele como “assembleia golpista”, na qual o presidente foi licenciado e a diretora investigada assumiu a presidência da entidade.
Samuel Nonato destacou ainda que paira sobre a diretoria um processo de assédio moral no Ministério Público do Trabalho, além de duas ações judiciais de intervenção já protocoladas: uma relacionada às fragilidades do estatuto do sindicato e outra voltada à apuração financeira. Ele afirma que o Simpojud arrecada cerca de R$ 1,6 milhão por mês, com indícios de uma possível fuga de mais de R$ 2 milhões, dinheiro que pertence aos servidores filiados.
Outro ponto de alerta foi o impacto direto da crise sobre a categoria: perda de representatividade nas negociações salariais, ausência do sindicato em pautas fundamentais como plano de carreira, achatamento salarial que chega a 63% de perda do poder de compra, além da situação crítica de aposentados e pensionistas. Para Samuel, a consequência mais grave é a desfiliação em massa, reflexo da descrença e da falta de esperança dos servidores.
Diante do cenário, o servidor foi categórico: somente uma intervenção judicial pode reorganizar o sindicato, garantir auditoria independente, restaurar a credibilidade institucional e devolver ao Simpojud seu papel histórico de defesa dos trabalhadores do Judiciário.
O que está acontecendo dentro do Simpojud? Assista à entrevista completa com Samuel Nonato no YouTube Neide Lu Fala Você Notícias e entenda por que servidores pedem intervenção judicial urgente.
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