A equipe Octoflower, formada por alunos de cinco escolas municipais de Guanambi, está na contagem regressiva para o Torneio de Robótica em Salvador e para a participação na FENIC — Feira Internacional de Iniciação Científica. A iniciativa, conduzida pelos técnicos Emilly Hervennys e Carlos Daniel, vem revolucionando o ensino público local com resultados que vão muito além da montagem de robôs.
O projeto, realizado em parceria com a Escola SESI e ofertado como curso no contraturno escolar, já atendeu 360 alunos em dois anos. A cada ciclo, os estudantes desenvolvem habilidades de programação, trabalho em equipe, raciocínio lógico, organização, pesquisa e, principalmente, autoconfiança.
Robótica que muda vidas
Durante a entrevista ao Fala Você Notícias, Alice Giulia, uma das integrantes da Octoflower, emocionou ao relatar sua evolução. Tímida ao extremo e com dificuldade de se comunicar, ela contou que a robótica a ajudou a superar o medo de falar com outras pessoas, ganhar autonomia e desenvolver pensamento computacional.
“Eu não conseguia conversar com ninguém. Hoje, consigo me comunicar normalmente”, disse, orgulhosa.
Além da programação, os estudantes aprendem a observar problemas, propor soluções e relacionar a lógica das missões dos robôs com decisões práticas do cotidiano.
Pesquisa científica e responsabilidade social
Este ano, o torneio traz o tema arqueologia. A partir de visitas técnicas e estudos — incluindo uma ida ao sítio arqueológico Moita dos Porcos — os alunos identificaram um desafio real enfrentado por profissionais da área: o acesso limitado a espaços estreitos e com risco de desabamento.
Como solução, a equipe está desenvolvendo um robô bisouro, equipado com microescova, micropinça e sensor de pressão para retirar objetos arqueológicos de maneira segura. A proposta será apresentada no torneio e também na FENIC.
Além disso, outro grupo de alunos da rede municipal também foi selecionado para a FENIC com um estudo sobre abstinência do uso de celular, tema urgente na rotina de crianças e adolescentes.
Sonhos, preparação e muita emoção
Os estudantes João Pedro e João Gabriel relataram como a robótica ampliou suas habilidades, especialmente na programação e no pensamento lógico.
João Pedro destacou que sua relação com a matemática mudou completamente: “Eu precisava melhorar para ajudar minha equipe. Aí eu fui estudar. Evoluí demais.”
Já João Gabriel contou que sempre sonhou em mexer com robôs e hoje se dedica ao projeto de inovação, responsável por investigar problemas e propor soluções dentro do tema do torneio.
Um município inteiro representado
Diferente das equipes de escolas particulares, a Octoflower é composta por alunos de toda a rede municipal, selecionados a partir de desempenho, processo seletivo e dedicação.
Neste ano, Guanambi viaja para Salvador com duas equipes na FENIC e a equipe principal no torneio FLL — um marco para o ensino público da cidade.
Gratidão e expectativa
Alice deixou um recado emocionante: “Quero ajudar minha equipe, ajudar outras equipes e levar um projeto que realmente possa contribuir com o trabalho dos arqueólogos.”
Quer ver essa história completa? Assista à entrevista com a equipe Octoflower no nosso canal do YouTube. Está inspiradora e emocionante!
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