Brincar é o primeiro passo para ser feliz: o poder do lúdico no desenvolvimento das crianças

Na Clínica Vitalité, as profissionais Dra. Luana Oliveira (psicóloga) e Dra. Daniela Fonseca (pediatra) mostram como o brincar transforma a infância — e ensinam que até os adultos precisam reaprender a brincar.

Profissionais da Clínica Vitalité, Dra. Luana Oliveira, psicóloga, e Dra. Daniela Fonseca, pediatra, e Neide Lu, jornalista.

Brincar é uma das formas mais puras e poderosas de aprender sobre o mundo. Foi com esse olhar que as profissionais da Clínica Vitalité, Dra. Luana Oliveira e Dra. Daniela Fonseca, participaram de um bate-papo leve e cheio de afeto com Neide Lu, hoje (06), no programa Fala Você Notícias.

Entre sorrisos e lembranças de infância, a conversa mostrou que o brincar é muito mais do que diversão: é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento físico, emocional e social das crianças.

“Brincar faz parte da nossa história como seres humanos. É a forma mais natural da criança descobrir o mundo, se expressar e construir sentido”, explicou Dra. Luana, destacando que a brincadeira é também um espaço de invenção e liberdade, onde não há manuais nem receitas prontas.

Já a pediatra Dra. Daniela ressaltou o papel dos cuidadores como mediadores desse processo: “O adulto é quem apresenta o mundo à criança. É ele que ajuda a validar emoções, garantir um ambiente seguro e incentivar a curiosidade. O brincar é, acima de tudo, uma troca de experiências e afeto.”

As especialistas reforçaram que existem diferentes níveis de brincadeira, que evoluem conforme a idade — das explorações sensoriais ao jogo simbólico e às brincadeiras com regras. Segundo Daniela, é justamente esse processo que prepara a criança para a vida em sociedade.

Além do desenvolvimento cognitivo, o brincar tem impactos diretos na saúde.

“Brincar reduz o sedentarismo, melhora a imunidade, fortalece músculos, estimula a concentração e o sono. A criança que brinca mais é mais calma e feliz”, lembrou a pediatra.

Profissionais da Clínica Vitalité, Dra. Luana Oliveira, psicóloga, e Dra. Daniela Fonseca, pediatra, e Neide Lu, jornalista.

Mas o alerta também veio: o tempo excessivo de telas tem substituído as brincadeiras ativas e preocupado os especialistas.

“A exposição precoce a telas reduz a criatividade, atrasa a linguagem e interfere no sono. A recomendação é zero telas até os dois anos”, alertou Daniela.

Para Dra. Luana, o brincar é ainda uma forma da criança lidar com emoções difíceis: “A brincadeira é a linguagem da criança. É ali que ela elabora o que vive, transforma o que sente. Se ela brinca com temas agressivos ou de sofrimento, pode estar comunicando algo que precisa ser ouvido.”

As duas também falaram sobre a importância do ócio e do tempo livre — algo que os adultos muitas vezes tentam evitar por culpa ou pressa.

“O ócio não é tédio, é pausa criativa. É nesse tempo que nasce a imaginação, a autonomia e o prazer de estar consigo mesmo”, destacou Luana.

E para o Dia das Crianças, a dica é simples e cheia de amor: “Mais do que dar um brinquedo, dê presença. Um banho de mangueira, um piquenique no parque, um momento de conexão pode valer muito mais do que qualquer presente material”, concluiu Daniela.

O encontro terminou com um lembrete cheio de leveza: Brincar é um ato de amor. É cuidar da infância — e também resgatar a criança que mora dentro de cada um de nós. Siga a Clínica Vitalité nas redes sociais: @clinicavitalite.gbi.

 Assista à entrevista completa no canal YouTube: Neide Lu Fala Você Notícias.

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