Quais os riscos das dores de cabeça? Por Dra. Fábia Laís e alunos da Liga de Medicina

Eles abordaram os sintomas específicos de cada tipo e enfatizaram a importância de buscar tratamento adequado para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Neide Lu jornalista, Renato Cardoso, estudante de medicina, Dra. Fábia Laís, neurologista, e Marcos Aurélio, estudante de medicina.

Estamos no mês da campanha sobre cefaleia, cujo objetivo é informar os ouvintes sobre essa síndrome. No bate-papo do Fala Você Notícias desta terça-feira (28), tivemos o prazer de receber a neurologista Dra. Fábia Lais, acompanhada pelos alunos da Liga de Medicina, Marcos Aurélio e Renato Cardoso. O tema central da conversa foi a cefaleia, mais conhecida como dor de cabeça, abordando suas causas, sintomas e tratamentos com profundidade e clareza.

Enxaqueca: Mais do que uma dor

Dra. Fábia Lais esclareceu que a enxaqueca é mais do que uma dor; é um conjunto de sintomas que inclui irritabilidade, enjoo, alterações na disposição física, sono e humor, afetando todo o organismo.

Cefaleia como sintoma de outras doenças

Ela também explicou que a dor de cabeça é um sintoma que pode estar presente em diversas doenças: "Sabemos que, por exemplo, quando temos gripe, a dor de cabeça é um dos sintomas da síndrome gripal. Da mesma forma, na dengue, uma doença infecciosa viral, podemos ter dor de cabeça como sintoma", disse a Dra. Fábia, acrescentando que outras doenças também podem ter a dor de cabeça como sintoma.

Tipos de cefaleias

Em relação aos tipos de dores de cabeça, a Dra. Fábia afirmou que há uma infinidade, mas que elas são agrupadas em dois grandes conjuntos: as cefaleias primárias, que não têm uma doença de base para explicá-las, e as cefaleias secundárias, que podem surgir devido a condições como tumor cerebral, hemorragia cerebral, AVC, trombose cerebral, síndrome meníngea, síndrome infecciosa sistêmica, entre outras causas.

Importância da informação e tratamento

A principal preocupação, segundo a Dra. Fábia, é que as pessoas precisam de informações adequadas para, ao apresentarem uma dor de cabeça com sinais de alerta, procurarem assistência médica. Algumas dores de cabeça podem ser ameaçadoras à vida, embora a maioria tenha evolução benigna. Ela enfatizou que, mesmo essas dores benignas, merecem tratamento, pois não é normal sentir dor. A Dra. Fábia também afirmou que todas as dores de cabeça têm tratamento, algumas até têm cura, desde que sejam abordadas corretamente.

Sintomas variados das cefaleias

Renato Cardoso explicou que os sintomas variam dependendo do tipo de cefaleia. Entre os tipos mais comuns estão a enxaqueca, a cefaleia tensional e a cefaleia em salvas. A enxaqueca, por exemplo, pode durar até três dias, causando dor unilateral ou bilateral, acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. A cefaleia tensional é causada por tensão, enquanto a cefaleia em salvas é uma das mais incapacitantes, com dor tão intensa que a pessoa não consegue realizar atividades diárias. Sinais como lacrimejamento, congestão nasal e dor ao redor dos olhos também podem estar presentes.

Marcos Aurélio, estudante de medicina, Dra. Fábia Laís, neurologista, Neide Lu, jornalista e Renato Cardoso, estudante de medicina.

Sinais de alerta

Marcos Aurélio destacou a importância de reconhecer os sinais de alerta para identificar dores de cabeça que necessitam de acompanhamento médico. "Uma dor de cabeça que aparece mais de três vezes ao mês não é normal e precisa ser investigada. Dores que surgem de forma súbita ou que aumentam ao longo dos dias também são sinais de alerta", explicou.

Cuidados e prevenção

Aurélio alertou contra a automedicação, pois a dor de cabeça pode ter diferentes causas. Ele também mencionou que maus hábitos, como a desidratação, estresse, má alimentação e falta de sono regular, podem desencadear dores de cabeça. Sempre que uma pessoa sentir dores de cabeça com características preocupantes, deve procurar um profissional qualificado e evitar a automedicação ou a recomendação de medicamentos por terceiros.

Recomendações para alívio

Dra. Fábia recomendou que quem sente dor de cabeça deve repousar em um ambiente com pouca iluminação e estímulo sonoro, dedicando alguns minutos para descansar e melhorar.

Tratamento multimodal

Ela explicou que o tratamento é multimodal, não se baseando apenas em medicações. É necessário identificar o tipo de dor de cabeça e obter um diagnóstico correto para um tratamento específico. No caso da enxaqueca, o tratamento é feito em dois pilares: medicação preventiva e medicação para crises agudas. O objetivo é reduzir a frequência e a intensidade das crises. Além disso, é fundamental associar mudanças no estilo de vida ao tratamento medicamentoso.

Mudanças no estilo de vida

Mudanças no estilo de vida incluem a prática regular de atividades físicas (exceto durante crises), evitar jejum prolongado, manter uma alimentação saudável e evitar alimentos que podem ser gatilhos, como chocolate, álcool, queijos maturados, alimentos embutidos e ricos em condimentos. É essencial que o paciente tenha orientação individualizada sobre o que deve ou não consumir, além de garantir um boa noite de sono e evitar o estresse.

Acompanhe os detalhes do bate-papo no vídeo abaixo, basta clicar.

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