No programa Fala Você Notícias desta quinta-feira (23), a jornalista Neide Lu conduziu uma animada e reveladora entrevista com os integrantes da Junina Bagaceira. Em um bate-papo descontraído, o grupo compartilhou detalhes sobre sua origem, desafios financeiros e os preparativos para as competições juninas deste ano. A junina, que vem conquistando corações e prêmios, continua a inovar e elevar a tradição das quadrilhas juninas na região, sempre mantendo viva a essência da cultura nordestina.
A Junina Bagaceira, anteriormente conhecida como "Os Bagaceiras", surgiu em 2022 a partir da iniciativa de um grupo de diretores empenhados em trazer de volta a tradição das quadrilhas juninas competitivas para Guanambi. A ideia era inicialmente competir no Arraiá do Gurutuba, mas o projeto cresceu e se estendeu para outras competições, ganhando destaque e premiações.
"Começamos em 2022 e no ano passado fomos campeões. Este ano, estamos na batalha novamente," compartilhou um dos integrantes, refletindo o espírito determinado da equipe. Em 2023, a Junina Bagaceira conquistou o terceiro lugar na disputa em Malhada, competindo com juninas de várias cidades da Bahia, um feito que trouxe grande orgulho ao grupo.
Apesar dos sucessos, o financiamento continua sendo um desafio. A ajuda de custo da prefeitura e a premiação total de R$ 10.000 ainda são insuficientes para cobrir os gastos com figurinos e outros preparativos. "Nós temos figurinos extravagantes que realmente mudaram o cenário de Guanambi. Nosso tema do ano passado, 'Romeu e Julieta no Sertão', foi um sucesso," explicou um dos diretores.
Para este ano, a temática escolhida é "Uma Promessa a Santo Antônio," homenageando o santo casamenteiro e padroeiro da cidade. "Queremos ajudar todo mundo a desencalhar," brincou um dos membros, destacando o tom alegre e otimista do grupo.
A inovação é uma marca registrada da Junina Bagaceira. Eles vêm incorporando elementos estilizados, inspirados em quadrilhas de outras regiões como Caruaru e João Pessoa, que são conhecidas por suas coreografias sofisticadas e figurinos brilhantes. "Estamos tentando trazer essa roupagem diferente para cá," disse um dos diretores, enfatizando a importância de manter a tradição enquanto se adapta às novas tendências.
Os ensaios e preparativos são intensos, e a dedicação de cada membro é evidente. "A gente abraça mesmo a cultura e dança por gostar," disse uma das integrantes. A participação feminina também é destacada, com a marcadora Gesa Souza seguindo os passos de sua mãe, uma das primeiras marcadoras de Guanambi.
A sustentabilidade financeira da junina depende muito do apoio de patrocinadores. Atualmente, eles contam com o apoio de diversos comerciantes locais, mas ainda buscam novos parceiros. "Temos cotas de patrocínio desde R$ 200, com várias formas de divulgação e agradecimentos," explicaram.
Para os interessados em apoiar, o contato pode ser feito pelo Instagram (@juninabagaceiragbi) ou diretamente com um dos responsáveis pelo comercial, através do telefone (77) 98837-8480.
A Junina Bagaceira não só representa a persistência e paixão pela cultura junina, mas também simboliza a inovação e a evolução dessa tradição no sertão baiano. Com o entusiasmo e o apoio da comunidade, eles estão prontos para mais um ano de conquistas e celebrações.
Interações e Reconhecimento
A interação com os ouvintes foi calorosa, com mensagens de apoio e carinho chegando durante toda a entrevista. "Minha Bagaceira, estou na escuta," escreveu Lucélia Guimarães. Joelma Brito também enviou seu apoio: "Um abraço a Gesa, essa menina arretada, e aos meninos também."
A Junina Bagaceira continua a brilhar, carregando consigo a essência da cultura nordestina e a promessa de muitas emoções nas festas juninas deste ano.
Para conferir a entrevista completa, clique no vídeo e descubra todos os detalhes sobre a história, os desafios e as expectativas da Junina Bagaceira, contados pelos próprios integrantes do grupo.
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