Uma verdadeira revolução silenciosa está em curso em Guanambi — e você pode estar perdendo a chance de fazer parte dela. Nesta quarta-feira (17), a cidade viverá um momento histórico com a realização das Escutas Públicas para a construção participativa do novo Plano Decenal de Educação (PME). Ao todo, nove espaços de debate foram cuidadosamente distribuídos entre a sede e os distritos para garantir que ninguém fique de fora dessa construção coletiva que vai definir o futuro educacional do município pelos próximos 10 anos.
A mobilização é liderada pelo Fórum Municipal de Educação e pelo Conselho Municipal de Educação, com apoio integral da Câmara de Vereadores, representada ativamente pela vereadora Maria Silvia Lilia (PSD), vice-presidente da Casa Legislativa, e pela coordenadora do Fórum, Marinalva Fernandes, uma das maiores autoridades locais em planejamento educacional.
“A pergunta que muitos fazem é: o que a vereadora Lilia tem a ver com isso? E eu digo: tem tudo a ver! O Legislativo precisa estar presente, acompanhar e aprovar esse plano com responsabilidade. O futuro da educação também é nossa obrigação”, disparou Lilia.
Marinalva reforça que o momento é decisivo e que a participação popular é não só bem-vinda — é essencial. “Essa é a chance de o povo de Guanambi exercer de verdade seu direito de voz. Estamos vivendo algo inédito em toda a região: uma escuta pública com nove espaços diferentes, em horários alternados, para que ninguém tenha desculpa para não comparecer. É agora ou nunca!”, alertou a coordenadora.
Educação sob alerta: metas não cumpridas, desafios críticos e urgência de ação
Durante a entrevista exclusiva ao Fala Você Notícias nesta quarta (16), foram apontadas graves deficiências no atual cenário da educação municipal. Entre os principais gargalos, destacam-se:
- Educação do Campo: escolas fechadas com promessas de melhorias que nunca vieram. Hoje, a zona rural clama por atenção.
- Educação Infantil: falta de creches suficientes para acompanhar o crescimento da população.
- Educação Especial: uma crise silenciosa que expõe a exclusão de crianças e adolescentes com deficiência, sem estrutura, sem formação adequada e, em muitos casos, com pais obrigados a recorrer ao Ministério Público para garantir o básico.
- Educação de Jovens e Adultos (EJA): ainda sem vínculo efetivo com a educação profissional.
- Educação Integral: a meta era atingir 50% das escolas com jornada estendida; apenas duas escolas conseguiram avançar minimamente.
“Não dá mais para fingir que está tudo bem. A educação de Guanambi precisa de um plano real, construído com o povo, com metas possíveis e execução garantida. Não queremos um plano de gabinete, aprovado só porque veio do prefeito. A Câmara vai ouvir e aprovar com consciência”, afirmou Lilia com firmeza.
ESCUTAS PÚBLICAS: Participar é sua chance de mudar a história
Quarta-feira (17), Guanambi vai parar para ouvir o povo. Veja onde e quando participar:
Zona Urbana:
- Câmara de Vereadores – 7h30
- Colégio Modelo – 8h
- UNEB – 17h
- Escola Ivone (Novo Horizonte) – 17h
- Auditório do SISPUMUR – 16h
Distritos e Zona Rural:
- Distrito de Mutans – 8h (na escola local)
- Distrito de Morrinhos – 17h (Escola Nívio)
- Distrito de Ceraíma – 19h (IF Baiano)
- Comunidade do Baixio – 19h (em frente ao PSF)
“Quem não participa agora, não tem direito de reclamar depois. A educação que queremos depende do que dissermos hoje. Esta é a hora do povo mostrar força!”, enfatizou Marinalva.
SUGESTÃO BOMBÁSTICA DA APRESENTADORA: Escuta virtual pode ser criada de última hora
Durante o programa, uma sugestão surpreendente surgiu: a abertura de um canal virtual para receber sugestões de quem não puder comparecer fisicamente aos encontros. A proposta foi recebida com entusiasmo pela coordenação e pode ser implementada ainda esta semana.
“Se o povo não for ouvido agora, a educação continuará à deriva. Mas se comparecer, se levantar a voz, Guanambi pode construir um plano forte, justo, real, e que transforme vidas”, concluiu Marinalva.
O recado está dado. Nesta quarta-feira, 17 de julho, é o momento de fazer história. A educação de seus filhos, dos jovens, da zona rural, da cidade inteira está em suas mãos. Participe. Transforme. Cobre.
Educação não se constrói no silêncio. É preciso escutar para mudar.
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