A trombose pode se desenvolver sem sintomas evidentes, mas a doença pode evoluir para uma emergência quando um coágulo se desloca até os pulmões e provoca embolia pulmonar. Dados do Ministério da Saúde apontam mais de 75 mil registros de trombose no Brasil em 2024 e mais de 36 mil no primeiro semestre de 2025.
A trombose venosa profunda (TVP) ocorre quando um coágulo bloqueia parcial ou totalmente o fluxo sanguíneo em uma veia profunda, principalmente nas pernas. Um dos sinais mais comuns é o surgimento de inchaço diferente do habitual em apenas uma das pernas, acompanhado ou não de dor, calor, vermelhidão ou alteração na coloração da pele.
A ausência desses sintomas, entretanto, não elimina a possibilidade da doença. O risco aumenta quando o coágulo se desprende e chega aos pulmões.
Falta de ar pode indicar emergência
A embolia pulmonar pode provocar sintomas repentinos, como falta de ar, dor no peito, aceleração dos batimentos cardíacos e tontura. Diante desses sinais, especialmente quando surgem de forma súbita, é necessário procurar atendimento médico de emergência.
Quem tem maior risco?
Entre as situações que podem favorecer a formação de coágulos estão:
- cirurgias ou internações recentes;
- longos períodos de imobilização;
- fraturas e acidentes nas pernas;
- câncer em tratamento;
- gravidez e período pós-parto;
- obesidade;
- histórico pessoal ou familiar de trombose;
- trombofilias.
Viagens prolongadas também exigem atenção. Permanecer sentado por muitas horas pode dificultar a circulação nas pernas. Quando possível, é recomendado levantar, caminhar e movimentar as pernas regularmente.
A prevenção também envolve atividade física e manutenção de peso saudável. Para pessoas com maior risco, profissionais de saúde podem indicar medidas específicas, como anticoagulantes, meias de compressão ou compressão pneumática.
Mitos e verdades
Jovens podem ter trombose? Verdade. A doença também pode ocorrer em pessoas jovens, especialmente quando existem fatores de risco.
Anticoncepcional pode aumentar o risco? Verdade, em algumas situações. Métodos combinados com estrogênio podem elevar o risco, principalmente quando associados a outros fatores. A escolha deve ser individualizada com orientação profissional.
Toda cirurgia provoca trombose? Mito. Procedimentos cirúrgicos podem aumentar temporariamente o risco, mas a possibilidade varia conforme o tipo de cirurgia e as características do paciente.
Testosterona causa trombose? Meia verdade. O hormônio não deve ser considerado automaticamente uma causa da doença, mas seu uso sem indicação ou acompanhamento pode provocar alterações que exigem avaliação médica.
Reconhecer os sinais de alerta e conhecer os fatores de risco pode ajudar na identificação precoce da trombose. Inchaço repentino em uma perna e, principalmente, falta de ar súbita ou dor no peito devem ser avaliados com urgência.
Fontes: Ministério da Saúde
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