O Brasil deu mais um passo para ampliar a produção nacional de imunoglobulina, medicamento usado no tratamento de imunodeficiências, infecções bacterianas e algumas doenças do sangue. A Hemobrás e a empresa chinesa Tiantan Bio firmaram, nesta sexta-feira (2), um acordo de cooperação para ampliar o abastecimento e avançar em ações de transferência de tecnologia.
A parceria prevê o registro de imunoglobulina humana para uso intravenoso, fornecimento do medicamento e cooperação tecnológica, seguindo as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também estão previstas iniciativas de automação, transformação digital e modernização de processos da Hemobrás.
Hemorrede recebe novos equipamentos
O Ministério da Saúde também investiu R$ 116 milhões na modernização de 125 serviços de hemoterapia das 27 unidades federativas. Foram distribuídos 604 equipamentos para congelamento e armazenamento do plasma, incluindo 132 equipamentos de congelamento rápido e 472 freezers.
A estrutura deve aumentar em cerca de 30% a capacidade de armazenamento de plasma para uso industrial, matéria-prima utilizada na fabricação de imunoglobulina, albumina e fatores de coagulação.
Recursos para hemocentros
Outra medida prevê R$ 38 milhões em recursos para qualificação dos hemocentros, com distribuição baseada em critérios como eficiência, qualidade da gestão, aumento das doações voluntárias, envio de plasma à Hemobrás e redução de desperdícios.
A hemorrede brasileira reúne 2.097 serviços de hemoterapia, sendo 1.722 públicos, responsáveis pela coleta, processamento, armazenamento e distribuição de sangue e seus componentes.
Investimentos em pesquisa e novos medicamentos
A Hemobrás também iniciará a implantação de um Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento, com R$ 50 milhões do Novo PAC, voltado à pesquisa e produção experimental de biofármacos e hemoderivados.
Entre outras iniciativas, estão previstas ações para ampliar a produção nacional de medicamentos destinados ao tratamento da hemofilia e pesquisas para desenvolvimento de terapia genética contra as hemofilias A e B.
As medidas integram uma estratégia de ampliação da capacidade tecnológica e produtiva do país na área de hemoderivados, com foco no aproveitamento do plasma coletado na rede pública e no fortalecimento do abastecimento de medicamentos estratégicos para o SUS.
Fontes: Ministério da Saúde; Hemobrás
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