O café faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas o consumo excessivo de cafeína pode provocar efeitos indesejados. Para avaliar a ingestão, não basta contar as xícaras: é preciso considerar também outras fontes da substância, como chás, energéticos, refrigerantes e chocolates.
A quantidade de cafeína presente no café varia conforme o tipo da bebida, o método de preparo e o tamanho da porção. Além disso, a tolerância é diferente para cada pessoa e pode ser influenciada por fatores como idade, peso, sensibilidade à substância, qualidade do sono e condições de saúde.
Quais são os sinais de excesso de cafeína?
Entre os principais sintomas relacionados ao consumo elevado estão:
- insônia;
- ansiedade e agitação;
- tremores;
- palpitações;
- sensação de aceleração;
- desconforto gastrointestinal.
A intensidade das reações varia de acordo com a sensibilidade individual. Por isso, algumas pessoas podem apresentar sintomas mesmo com uma quantidade menor de cafeína.
Quando os sinais são frequentes ou persistentes, a recomendação é buscar avaliação médica.
Café pode prejudicar o sono?
O horário do consumo também deve ser considerado. Pessoas mais sensíveis podem ter dificuldade para dormir quando ingerem café próximo ao período de descanso.
Mesmo sem provocar uma reação imediata, a cafeína pode interferir na qualidade do sono. Por isso, quem apresenta dificuldades para dormir pode observar se existe relação entre o horário do consumo e as noites mal dormidas.
Quantas xícaras podem ser consumidas por dia?
Não existe uma quantidade de xícaras que seja adequada para todas as pessoas, já que a concentração de cafeína muda de acordo com a bebida e o preparo.
Segundo a Embrapa, uma xícara média de 150 ml de café coado pode conter entre 80 mg e 150 mg de cafeína. Por isso, o consumo diário deve levar em conta também outras bebidas e alimentos que possuem a substância.
Além do café, entram nessa conta chás, energéticos, refrigerantes e chocolates.
Café pode fazer parte da rotina?
Para pessoas que podem consumir cafeína, o café não precisa ser eliminado da alimentação. O cuidado está em observar a quantidade ingerida, os horários de consumo e a resposta do próprio organismo.
Assim, identificar sintomas como insônia, tremores, ansiedade ou palpitações pode ajudar a perceber quando o consumo está acima da tolerância individual. Em caso de sintomas persistentes, é importante procurar orientação de um profissional de saúde.
Fonte: Embrapa / Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
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