SUS pode oferecer PrEP injetável de longa duração ainda em 2026

Cabotegravir poderá ampliar as opções de prevenção ao HIV e oferecer proteção prolongada sem a necessidade de comprimidos diários.

Foto: Tony Oliveira | Agência Brasília.

O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá disponibilizar ainda em 2026 uma versão injetável de longa duração da PrEP, estratégia de prevenção ao HIV. O cabotegravir, medicamento produzido pela GSK, já possui registro da Anvisa e aguarda as etapas necessárias para eventual incorporação à rede pública.

Diferentemente da PrEP oral, que exige o uso regular de comprimidos, o medicamento é aplicado por injeção e oferece proteção por períodos prolongados. Conforme o esquema apresentado, as primeiras aplicações são mensais e, posteriormente, passam a ser realizadas a cada dois meses.

A expectativa de disponibilização depende da análise e de uma possível recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), além das negociações e demais procedimentos para inclusão do medicamento na rede pública.

A PrEP injetável não deverá substituir inicialmente a versão em comprimidos, que já é utilizada por mais de 150 mil pessoas no Brasil. A proposta inicial prevê um número limitado de tratamentos, parte deles destinada a um estudo de implementação e outra parcela para grupos específicos.

O objetivo é avaliar como a nova modalidade poderá ampliar o acesso à prevenção, especialmente entre populações que atualmente apresentam menor adesão ou cobertura com a PrEP oral.

O estudo deverá envolver as cinco regiões brasileiras e avaliar diferentes estratégias de prevenção, incluindo a PrEP oral, o cabotegravir injetável e outras alternativas.

O cabotegravir é um medicamento de ação prolongada utilizado na prevenção da infecção pelo HIV. A aplicação reduz a necessidade de lembrar diariamente do uso de comprimidos, mas não elimina a importância do acompanhamento profissional e das demais medidas de prevenção.

Caso seja incorporada ao SUS, a PrEP injetável deverá ampliar as alternativas disponíveis para prevenção do HIV no Brasil. A oferta dependerá da conclusão das etapas de avaliação, negociação e implementação pelo Ministério da Saúde.

Fontes: Ministério da Saúde; Anvisa; Conitec; GSK

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