Dieta Mediterrânea pode contribuir para reduzir a inflamação crônica de baixo grau, segundo revisão publicada na revista Nutrition Reviews. Pesquisadores australianos analisaram 30 revisões, com 225 estudos sobre diferentes padrões alimentares, e identificaram associação entre a alimentação mediterrânea e níveis menores de proteína C-reativa (PCR) e interleucina-6.
A inflamação crônica ocorre quando o organismo permanece por longos períodos em um estado inflamatório leve. O processo pode afetar vasos sanguíneos, metabolismo e sistema imunológico e está associado a maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e outros problemas de saúde.
Quais alimentos fazem parte da Dieta Mediterrânea?
O padrão prioriza frutas, verduras, legumes, grãos integrais, castanhas, azeite de oliva, peixes e frutos do mar, além de ovos e laticínios com menor teor de gordura. No Brasil, opções como jabuticaba, caju, pitanga, açaí, manga, banana, abacaxi, mamão e abacate podem integrar uma alimentação diversificada.
Castanha-do-Pará, castanha-de-caju, amendoim, aveia, trigo e centeio também são opções que fornecem fibras, vitaminas, minerais, gorduras e compostos bioativos.
Hábitos saudáveis também são importantes
A alimentação é apenas um dos fatores relacionados ao controle da inflamação. Atividade física regular, controle do peso e sono adequado também são considerados importantes. A gordura abdominal, por exemplo, produz substâncias envolvidas em processos inflamatórios.
Especialistas ressaltam que não existe uma única “dieta anti-inflamatória”. O mais importante é manter uma alimentação equilibrada, variada e sustentável, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados.
Fontes: Nutrition Reviews; especialistas em nutrição e saúde
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