Proteína ou fibra: o que priorizar na alimentação após os 60 anos?

Especialistas explicam como proteínas e fibras atuam na preservação muscular, na saúde intestinal e no controle metabólico durante o envelhecimento.

Foto: Imagem gerada pela IA.

Depois dos 60 anos, proteínas e fibras ganham importância na alimentação, mas cumprem funções diferentes. Enquanto as proteínas ajudam a preservar a massa e a força muscular, as fibras contribuem para o funcionamento intestinal, a saciedade e o controle da glicemia e do colesterol. Por isso, especialistas destacam que não é necessário escolher apenas um dos nutrientes.

O envelhecimento provoca mudanças na composição corporal, no apetite e na digestão. Nesse período, a perda progressiva de massa e força muscular pode comprometer atividades cotidianas, como caminhar, subir escadas e levantar da cadeira. O consumo adequado de proteínas, associado principalmente a exercícios de força, contribui para a manutenção dos músculos e da autonomia.

Carnes, peixes, ovos, leite e derivados são fontes de proteína, assim como alimentos vegetais, entre eles feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico. Especialistas também recomendam distribuir o consumo de proteínas ao longo do dia, incluindo diferentes refeições, em vez de concentrá-lo apenas no almoço ou jantar.

Já as fibras estão presentes em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas. Além de favorecerem o funcionamento do intestino, podem aumentar a saciedade e auxiliar no controle metabólico. A ingestão adequada de água também é importante, especialmente quando há aumento do consumo de fibras.

Não é necessário optar entre proteína e fibra. Os dois nutrientes podem ser combinados em refeições equilibradas. Uma combinação de arroz, feijão, carne, frango, peixe ou ovo, acompanhada de verduras e legumes, reúne diferentes componentes importantes para a alimentação.

Nos lanches, frutas podem ser associadas a alimentos como iogurte natural ou aveia, conforme as necessidades individuais. A variedade alimentar é considerada mais importante do que concentrar a dieta em um único nutriente.

A idade, por si só, não significa que seja necessário utilizar suplementos de proteínas ou fibras. A indicação depende da alimentação habitual, do estado nutricional, do nível de atividade física e das condições de saúde de cada pessoa.

Em algumas situações, a suplementação pode ser recomendada, mas deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde. A orientação dos especialistas é priorizar uma alimentação variada e adequada às necessidades de cada indivíduo.

Assim, após os 60 anos, proteínas e fibras desempenham papéis complementares. Mais do que escolher entre uma ou outra, o cuidado deve estar na qualidade e na variedade da alimentação, associadas à atividade física e ao acompanhamento de saúde para favorecer a manutenção da força, da autonomia e da qualidade de vida.

Fonte: Especialistas em geriatria e nutrição

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