Servidores públicos com autismo podem ter jornada reduzida sem perda salarial

Medida reconhece o TEA como deficiência para fins funcionais e prevê regras específicas para jornada, aposentadoria e concursos públicos.

Foto: Divulgação.

Servidores públicos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem ter direito à redução de até 50% da jornada de trabalho sem redução salarial. O entendimento reconhece o autismo como deficiência para fins funcionais e busca garantir condições adequadas de permanência no serviço público.

A redução da carga horária depende da necessidade individual do servidor e pode ser concedida após avaliação por junta médica oficial, que deverá verificar a necessidade da flexibilização para preservar a saúde e o desempenho profissional.

O reconhecimento também pode permitir o acesso a regras específicas de aposentadoria destinadas às pessoas com deficiência. O período trabalhado com jornada reduzida continua sendo considerado para fins previdenciários, enquanto benefícios como abono de permanência e pensão por morte dependem do cumprimento dos requisitos legais.

As regras também reforçam a proteção de candidatos com autismo em concursos públicos. O diagnóstico de TEA, por si só, não deve ser utilizado como motivo para impedir a posse de um candidato considerado apto para exercer as funções do cargo.

A avaliação biopsicossocial para acesso às vagas destinadas a pessoas com deficiência é diferente do exame de aptidão para o exercício da função. Dessa forma, a análise deve considerar as condições individuais e as exigências específicas do cargo.

Fonte: Legislação brasileira e entendimento jurídico sobre os direitos das pessoas com deficiência

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