Mais de 10 mil professores foram selecionados em processos públicos que utilizaram a nota da primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), realizada em 2025. Criado pelo Ministério da Educação (MEC), o exame permite que estados e municípios utilizem os resultados como parte de processos seletivos para ingresso de docentes nas redes públicas.
Na primeira edição, 1.508 redes municipais e 22 estaduais aderiram à avaliação. Dos mais de 1,08 milhão de inscritos, cerca de 760 mil participaram efetivamente da prova, o equivalente a aproximadamente 70% dos candidatos.
Entre os participantes, cerca de 492 mil atingiram o nível de proficiência estabelecido. Aproximadamente 220 mil candidatos também se inscreveram em editais de redes estaduais e municipais que utilizaram a PND na seleção de professores.
A segunda edição da Prova Nacional Docente foi aplicada em 20 de setembro de 2026, em 806 cidades brasileiras. Ao todo, 625.954 pessoas se inscreveram para a avaliação, que contempla 21 áreas de licenciatura.
Neste ano, 2.031 entes federativos aderiram à PND, incluindo 96% das capitais e 85% dos estados. Desse total, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados do exame em processos seletivos realizados em 2026.
A prova integra o programa Mais Professores para o Brasil e tem como finalidade auxiliar estados e municípios na seleção de profissionais para a educação básica. A utilização da nota depende da adesão de cada rede e das regras estabelecidas nos respectivos editais.
A PND é realizada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O exame possui uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões objetivas e uma questão discursiva, além de 50 questões objetivas específicas da área de licenciatura escolhida.
A avaliação não substitui os processos seletivos de estados e municípios. Os candidatos interessados em utilizar a nota precisam acompanhar os editais das redes que adotarem a PND como etapa de seleção.
Fontes: Ministério da Educação (MEC); Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) / agência Brasil
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