A Bahia ficou na 21ª colocação entre os 26 estados analisados na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), elaborado em parceria com o Datafolha. Com índice de 0,301 em uma escala de zero a um, o estado teve o menor resultado entre os nove estados nordestinos. O Distrito Federal não integra o levantamento.
O estudo mede a relação entre a receita corrente líquida (RCL) por habitante e os resultados obtidos pelos governos estaduais em educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças. Educação e saúde têm peso dobrado na composição do índice.
Na classificação nacional, a Bahia aparece à frente apenas de Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Amapá. No Nordeste, estados como Ceará, Piauí e Paraíba ficaram entre os dez primeiros colocados. A média da região foi de 0,462, acima do índice registrado pela Bahia.
Desempenho por áreas
O levantamento aponta resultados classificados como ineficientes para a Bahia em três dos cinco setores analisados: educação, segurança pública e finanças. Na educação, o estado registrou índice de 0,165, enquanto a segurança pública também aparece entre os indicadores de menor desempenho.
Segundo a metodologia do REE-F, o objetivo não é medir apenas o volume de recursos disponíveis, mas verificar quanto os estados conseguem transformar esses recursos em resultados para a população. O estudo destaca que maior receita por habitante, isoladamente, não significa maior eficiência na prestação dos serviços públicos.
O ranking é liderado pelo Paraná, com 0,734, seguido por Ceará, com 0,665, e São Paulo, com 0,637. Santa Catarina e Piauí completam as cinco primeiras posições.
Os dados do REE-F oferecem um retrato comparativo da relação entre recursos públicos e resultados nas áreas consideradas essenciais. A posição da Bahia no levantamento evidencia os indicadores que apresentam maior distância em relação aos demais estados avaliados.
Fontes: Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F); Datafolha; Folha de S.Paulo
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