A busca de adolescentes e jovens por ajuda para abandonar a dependência de apostas online tem aumentado. Relatos de grupos de apoio apontam a chegada de pessoas a partir dos 14 anos, enquanto pesquisas indicam que muitos brasileiros começam a apostar ainda na adolescência.
A facilidade de acesso pelo celular é apontada como um dos fatores que ampliam a exposição às bets. Levantamento realizado no Brasil com estudantes mostrou que 9,5% fizeram a primeira aposta aos 11 anos, enquanto quase metade dos alunos do 3º ano do ensino médio afirmou já ter apostado.
Além dos riscos financeiros, a compulsão pode afetar a rotina, os estudos e a saúde mental. Há relatos de pessoas que acumularam dívidas, comprometeram a renda e interromperam planos de formação profissional por causa dos gastos com apostas.
Dados de pesquisa sobre o tema apontam que 34% dos entrevistados precisariam reduzir ou interromper gastos com bets para conseguir iniciar uma graduação. Entre estudantes universitários, 14% relataram atraso de mensalidades ou trancamento do curso relacionado às apostas.
Proteção de crianças e adolescentes
O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em vigor desde março de 2026, ampliou as regras de proteção de menores no ambiente virtual. Entre as medidas está a proibição de apostas online para menores de 18 anos e a adoção de mecanismos de verificação de idade e controle parental.
Especialistas também alertam para a influência de conteúdos digitais e publicidade direcionada ao público jovem. A orientação é fortalecer a educação digital, o acompanhamento familiar e as ações de prevenção para reduzir a exposição de crianças e adolescentes às apostas.
O avanço das apostas online entre jovens envolve questões financeiras, educacionais, familiares e de saúde. A identificação precoce de sinais de compulsão e o acesso a apoio especializado podem ajudar no enfrentamento do problema, enquanto medidas de prevenção e fiscalização buscam limitar a exposição de menores às plataformas.
Fonte: Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef); Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT); Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); legislação federal / agência Brasil
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