Quase metade dos médicos que trabalham em UTIs no Brasil apresenta alto nível de esgotamento emocional, segundo levantamento nacional realizado com 2.338 profissionais de 26 estados e do Distrito Federal. O estudo aponta ainda que 46,4% relatam baixa satisfação com o trabalho.
Os dados indicam que 79,7% dos intensivistas precisam de atenção relacionada à saúde emocional, sendo 31,2% com desgaste moderado e 48,5% com nível elevado.
Entre os fatores associados ao cenário estão a carga horária intensa, a exposição frequente a situações críticas, limitações de infraestrutura e a necessidade de decisões rápidas diante de casos graves.
O levantamento também identificou algum grau de despersonalização em 45,6% dos médicos, caracterizada pelo distanciamento emocional no relacionamento com pacientes e colegas. O índice inclui 29,6% com nível moderado e 16% com nível elevado.
A pesquisa aponta ainda relação entre o grau de especialização e os indicadores analisados. Entre médicos intensivistas, 44,5% apresentaram alto esgotamento emocional, enquanto entre generalistas que atuam em UTIs o índice chegou a 52,3%.
Em relação à satisfação profissional, 84,5% dos entrevistados apresentaram algum nível de insatisfação quando considerados também aqueles com grau moderado.
Os resultados reforçam a necessidade de atenção às condições de trabalho e à saúde emocional dos profissionais que atuam em unidades de terapia intensiva. O levantamento também destaca que o maior nível de especialização esteve associado a menores índices de esgotamento e distanciamento emocional.
Fonte: Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) e Conselho Federal de Medicina (CFM) / agência Brasil
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