Assédio e sobrecarga afetam saúde mental de jornalistas, aponta pesquisa

Estudo mostra índices elevados de insônia, ansiedade, depressão e assédio entre profissionais de imprensa no Brasil.

Foto: © Lula Marques/ Agência Brasil.

Uma pesquisa da Fundacentro, com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), revela um cenário preocupante para a saúde mental dos jornalistas brasileiros. Entre 257 profissionais entrevistados, 48% relataram sintomas de insônia, enquanto outros indicadores apontaram problemas relacionados à ansiedade, depressão e consumo de álcool.

O estudo também identificou que 36% apresentaram sinais de ansiedade e metade dos participantes relatou sintomas de depressão. Entre esses casos, 9% foram classificados como severos e 16% como extremamente severos.

Assédio e pressão no trabalho

O levantamento aponta ainda que entre 26% e 37% dos jornalistas já sofreram assédio moral, enquanto 30% relataram situações de cyberbullying. Além disso, 61% afirmaram receber pouco apoio social no ambiente profissional.

Segundo as pesquisadoras responsáveis pelo estudo, a rotina marcada por pressão, alta demanda e baixo controle sobre as atividades pode ampliar os riscos psicossociais e comprometer a qualidade de vida dos trabalhadores.

Os resultados reforçam a necessidade de medidas para melhorar as condições de trabalho, combater diferentes formas de violência e ampliar o suporte oferecido aos profissionais de imprensa.

Fontes: Fundacentro; Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); Ministério da Saúde / agência Brasil

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