A alfabetização é um direito fundamental e essencial para o desenvolvimento social, independentemente da idade. Celebrado nesta terça-feira (8), o Dia Mundial da Alfabetização destaca a importância da leitura, da escrita e da compreensão como ferramentas de autonomia, dignidade e acesso a novas aprendizagens.
No Brasil, a principal política federal para a área é o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC). A iniciativa busca garantir que as crianças estejam alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental, além de promover equidade e cooperação entre União, estados e municípios.
Em 2025, o país alcançou 66% de crianças alfabetizadas na idade esperada, superando a meta prevista para o período. A expectativa é avançar até ultrapassar 80% em 2030. Dados da Pnad Contínua 2025, do IBGE, também apontam redução do analfabetismo, que passou de 6,7% em 2016 para 4,9%.
Alfabetização começa na infância
Embora os primeiros anos do ensino fundamental sejam decisivos, o processo de alfabetização começa antes da entrada na escola e continua durante toda a trajetória educacional. O contato com livros, histórias, conversas e diferentes formas de linguagem contribui para o desenvolvimento das crianças.
A parceria entre família e escola também é fundamental. O acompanhamento dos responsáveis pode estimular o hábito da leitura, identificar dificuldades de aprendizagem e ampliar as oportunidades de contato com a escrita e a leitura no cotidiano.
EJA amplia acesso à educação
A alfabetização também pode ser retomada em qualquer fase da vida por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A modalidade atende pessoas a partir de 15 anos que não concluíram o ensino fundamental e maiores de 18 anos que não finalizaram o ensino médio.
Para fortalecer essa política, o MEC desenvolve o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA, que busca ampliar matrículas, elevar a escolaridade e integrar a modalidade à educação profissional. Entre as iniciativas está o CadEJA, plataforma que identifica a demanda por turmas e escolas que oferecem a modalidade.
A alfabetização, portanto, vai além de aprender a ler e escrever: representa uma ferramenta de participação social e novas oportunidades. A ampliação das políticas públicas e a atuação conjunta entre professores, famílias e gestores são fundamentais para garantir esse direito ao longo da vida.
Fontes: Ministério da Educação (MEC) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui
Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui
Comentários