Orçamento de 2027 mantém Bolsa Família sem reajuste e benefício mínimo segue em R$ 600 reais

Proposta enviada ao Congresso prevê R$ 157,1 bilhões para o programa social em 2027, valor abaixo dos recursos estimados para os dois anos anteriores.

Foto: © José Cruz/Agência Brasil.

A proposta do Orçamento da União para 2027, encaminhada ao Congresso Nacional na segunda-feira (31), mantém congelados os valores do Bolsa Família. Pelo texto, o benefício mínimo continuará em R$ 600 por família, sem previsão de reajuste, enquanto R$ 157,1 bilhões foram reservados para o programa social.

O valor previsto para 2027 é inferior aos R$ 158,6 bilhões destinados ao Bolsa Família no Orçamento de 2026 e também aos R$ 167,2 bilhões registrados em 2025. A decisão ocorre em meio às medidas adotadas pelo governo para limitar o crescimento das despesas obrigatórias.

Bolsa Família segue sem reajuste

O Bolsa Família permanece sem correção nos valores desde o relançamento do programa, em março de 2023. A legislação prevê a possibilidade de revisão dos benefícios em um período de até dois anos, mas o entendimento adotado pelo governo é de que a atualização é permitida, e não obrigatória.

Além do pagamento mínimo de R$ 600 por família, o programa mantém benefícios adicionais conforme a composição familiar.

Entre os valores complementares estão R$ 150 para cada criança de até 6 anos, R$ 50 para gestantes, R$ 50 para jovens com idade entre 7 e 18 anos incompletos e R$ 50 para bebês de até 6 meses.

Os pagamentos extras podem ser acumulados de acordo com o perfil e a quantidade de integrantes de cada família.

Quem pode receber o Bolsa Família

Para receber o benefício, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário estar inscrito e com os dados atualizados no Cadastro Único, além de cumprir as exigências estabelecidas nas áreas de saúde e educação.

Em agosto, o programa atendeu aproximadamente 19,3 milhões de famílias em todo o país. No mesmo período de 2025, o número de beneficiários era de cerca de 19,2 milhões.

Mesmo com a redução da previsão de recursos para 2027, a quantidade de famílias atendidas permanece próxima ao total registrado no ano anterior.

Congresso poderá discutir mudanças no Orçamento

A manutenção do Bolsa Família sem reajuste deve ampliar o debate durante a tramitação da proposta orçamentária no Congresso Nacional.

Parlamentares poderão apresentar alterações no projeto e discutir uma possível ampliação dos recursos destinados ao programa, incluindo a possibilidade de correção dos valores pagos às famílias beneficiárias.

A proposta do Orçamento de 2027 ainda será analisada e votada pelo Congresso, o que significa que os valores previstos para o Bolsa Família poderão sofrer mudanças antes da aprovação definitiva. Até o momento, no entanto, o texto encaminhado pelo governo mantém o benefício mínimo em R$ 600 e não estabelece reajuste para as famílias atendidas pelo programa.

Fontes: Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027; Governo Federal; Congresso Nacional / agência Brasil

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