Brasil pode ter seis ondas de calor até o fim de 2026, aponta Cemaden

Estimativa considera períodos de El Niño e indica temperaturas acima da média em várias regiões entre setembro e dezembro.

Foto: Reprodução.

O Brasil poderá enfrentar pelo menos seis ondas de calor entre setembro e dezembro de 2026, segundo análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A quantidade pode aumentar caso o El Niño previsto para o período se manifeste com forte intensidade.

O levantamento considera 47 anos de registros de temperatura durante episódios do fenômeno. Para ser classificada como onda de calor, a ocorrência precisa apresentar pelo menos três dias consecutivos com temperaturas máximas e mínimas significativamente acima da média.

Os dados apontam que os períodos de calor extremo estão se tornando mais frequentes e atingindo áreas maiores do país. Entre agosto e dezembro de 2023, por exemplo, foram registradas nove ondas de calor, enquanto a média histórica é de quatro episódios.

Para setembro, as projeções indicam temperaturas acima do normal em grande parte do território brasileiro, com possibilidade de registros até 3°C superiores à média.

Calor pode agravar seca e risco de incêndios

A elevação das temperaturas também pode intensificar a seca e aumentar o risco de queimadas. Conforme o Índice Integrado de Seca do Cemaden, 157 municípios estão em situação de seca severa, sendo 50 no Tocantins e 18 na Bahia.

Outro alerta envolve o risco de incêndios. Atualmente, 560 municípios estão em nível alto de risco de fogo, abrangendo uma área superior a 3 milhões de quilômetros quadrados.

O fenômeno também pode provocar impactos econômicos. Em um cenário de El Niño forte, a estimativa citada pelo estudo aponta possibilidade de alta de até 19,9% nos preços de alimentos in natura, enquanto as despesas das famílias com alimentação em casa poderiam subir 6,32%.

Com a previsão de temperaturas elevadas nos próximos meses, o monitoramento das condições climáticas será fundamental para reduzir os impactos sobre a população, a agricultura e os recursos hídricos.

Fontes: Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden); dados meteorológicos e estudo citado na matéria

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