A Bahia passa a contar com o reforço de 43 médicos especialistas nesta semana, que serão distribuídos por 13 municípios do estado. Com a chegada, o número de profissionais em atuação pelo Projeto Mais Médicos Especialistas chega a 107, considerando os 64 que já trabalham na rede pública.
O Ministério da Saúde prorrogou até fevereiro de 2027 a permanência dos profissionais do primeiro ciclo do programa em todo o país. A medida busca garantir a continuidade da assistência especializada enquanto um novo edital, previsto para dezembro deste ano, não é publicado.
Entre as áreas atendidas na Bahia estão anestesiologia, cirurgia geral e oncológica, colonoscopia e ultrassonografia, ampliando a oferta de serviços e ajudando a reduzir a espera por consultas, exames e cirurgias, principalmente no interior.
Programa amplia atendimento especializado
Em todo o Brasil, o projeto já alcança cerca de 2 mil médicos especialistas, quatro vezes a meta inicial. Atualmente, 1.480 profissionais estão em atividade e outros 451 ingressam nesta semana pelo terceiro ciclo. Mais da metade dos especialistas atua no interior do país.
A prorrogação dos contratos não ocorre de forma automática. Os médicos precisam cumprir requisitos relacionados à formação, ao serviço e à situação administrativa, além de demonstrar interesse na continuidade e receber aprovação dos gestores locais.
Formação de especialistas
O programa integra o Agora Tem Especialistas, iniciativa que também amplia a formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o Ministério da Saúde financia 51,5 mil bolsas de residência, com investimentos que passaram de R$ 1,4 bilhão em 2023 para R$ 3,3 bilhões em 2026.
Na Bahia, há 1.853 residentes em saúde com bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde. Desse total, 1.059 estão em programas de residência médica e 794 em residências de área profissional.
A ampliação e a permanência dos especialistas buscam fortalecer a assistência do SUS e garantir maior continuidade no atendimento à população baiana, especialmente nos municípios do interior.
Fonte: Ministério da Saúde / gov.br
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