Meningite meningocócica: crianças são mais vulneráveis; veja sintomas e prevenção

Doença pode evoluir rapidamente e causar complicações graves; especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais e manter a vacinação em dia.

Foto: Shutterstock.

Febre, mal-estar e dor no corpo podem ser confundidos inicialmente com uma infecção comum. Porém, esses sintomas também podem indicar meningite meningocócica, doença grave que pode evoluir rapidamente e exige atendimento médico imediato, especialmente entre crianças pequenas.

Segundo o Ministério da Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas.

A meningite meningocócica ocorre quando a inflamação é provocada pela bactéria Neisseria meningitidis, conhecida como meningococo. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz.

Em bebês e crianças pequenas, os sinais podem ser diferentes, incluindo irritabilidade, choro persistente, recusa para se alimentar, vômitos e moleira estufada.

Crianças menores de 2 anos exigem maior atenção

A doença preocupa especialmente entre crianças com menos de 2 anos, período em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

O pediatra Marcos Reis Gonçalves destaca que essa faixa etária é considerada mais vulnerável e requer atenção diante de sintomas que possam indicar a doença.

Outros sinais de alerta incluem manchas arroxeadas ou avermelhadas na pele, conhecidas como petéquias, além da rigidez no pescoço e na nuca. Em crianças menores, no entanto, esse último sintoma pode não estar presente.

Doença pode evoluir em poucas horas

Uma das principais características da meningite meningocócica é a rapidez com que o quadro pode se agravar. A bactéria pode atingir não apenas as meninges, mas também a corrente sanguínea, aumentando o risco de complicações graves.

Por isso, diante da suspeita, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são fundamentais para reduzir os riscos.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por meio de gotículas e secreções respiratórias, principalmente em situações como tosse, espirros e contato próximo.

Vacinação ajuda a prevenir a meningite meningocócica

Existem diferentes sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis. Entre os principais associados à doença estão os tipos A, B, C, W, X e Y.

A vacinação é uma das principais formas de prevenção. Pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina meningocócica C é indicada em duas doses, aos 3 e 5 meses de idade.

A vacina meningocócica ACWY é disponibilizada como reforço aos 12 meses e também para adolescentes de 11 a 14 anos, conforme a situação vacinal.

Já a vacina contra o meningococo B está disponível na rede privada de vacinação.

Além da imunização, medidas como lavar as mãos frequentemente, manter os ambientes ventilados, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e evitar o compartilhamento de objetos pessoais podem ajudar a reduzir o risco de transmissão.

A principal orientação é não ignorar sinais que indiquem agravamento do quadro. Febre acompanhada de sintomas como intensa prostração, rigidez na nuca ou manchas na pele exige avaliação médica urgente, principalmente em crianças. A vacinação e o reconhecimento precoce dos sinais de alerta continuam sendo importantes aliados na prevenção e no combate à meningite meningocócica.

Fontes: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e Organização Mundial da Saúde (OMS)

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