Apneia do sono pode dificultar o controle da hipertensão

Ronco frequente, pausas na respiração e sonolência durante o dia podem indicar o distúrbio, comum entre pessoas com pressão alta.

Foto: Getty Image.

A apneia obstrutiva do sono é frequente em pessoas com hipertensão e pode dificultar o controle da pressão arterial. O problema ocorre quando as vias respiratórias se estreitam ou ficam temporariamente bloqueadas durante o sono, provocando interrupções repetidas na respiração.

Entre pacientes com hipertensão, a prevalência da apneia varia de 30% a 50%. Nos casos de pressão resistente ao tratamento, o índice pode chegar a 90%, segundo especialistas.

Durante os episódios, a queda do oxigênio no sangue e os despertares provocados pela interrupção da respiração aumentam o esforço do organismo e podem elevar a pressão arterial. Por isso, investigar a apneia é especialmente importante quando a hipertensão permanece descontrolada mesmo com o uso adequado dos medicamentos.

Um estudo brasileiro publicado em 2025 avaliou 123 pessoas com apneia do sono e hipertensão não controlada. Parte dos participantes utilizou CPAP, aparelho que mantém as vias respiratórias abertas durante o sono por meio de fluxo contínuo de ar.

Após seis meses, o grupo tratado com CPAP apresentou redução significativa da pressão arterial, inclusive em avaliações realizadas durante 24 horas. Os resultados indicam que o tratamento da apneia pode contribuir para melhorar o controle da hipertensão e reduzir riscos cardiovasculares.

Quando procurar avaliação

Pessoas que apresentam ronco frequente, pausas na respiração durante o sono, despertares noturnos, sono de baixa qualidade ou sonolência excessiva durante o dia devem conversar com um profissional de saúde sobre a possibilidade de investigar a apneia.

O tratamento depende da avaliação médica e pode incluir CPAP e outras estratégias. A redução do peso, quando indicada, e a prática regular de atividades físicas também podem contribuir para melhorar a qualidade do sono e o controle da pressão.

A identificação e o tratamento adequado da apneia podem ser importantes aliados na prevenção de complicações cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Fontes: Estudo brasileiro publicado em 2025; Instituto do Coração (InCor) e Einstein Hospital Israelita

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