Mais de 5 milhões de brasileiros estão impedidos de apostar em bets

Medida inclui pessoas que optaram pela autoexclusão, beneficiários de programas sociais e participantes de nova rodada de renegociação de dívidas.

Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

Mais de 5 milhões de brasileiros estão impedidos de realizar apostas em plataformas online, segundo o Ministério da Fazenda. A medida faz parte das ações do governo para ampliar o controle sobre as bets e reduzir os impactos relacionados ao jogo.

Desse total, cerca de 1,2 milhão aderiram voluntariamente à autoexclusão, que permite bloquear o próprio acesso às plataformas. Outros 800 mil participantes da nova rodada do Desenrola ficam proibidos de apostar por seis meses.

Também estão incluídos aproximadamente 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Fiscalização das bets

O Ministério da Fazenda informou ainda que duas operações foram realizadas na quarta-feira (12) com apoio da Secretaria de Prêmios e Apostas. Uma investiga uma empresa que operava de forma irregular e outra envolve uma plataforma que teve a autorização suspensa cautelarmente durante fiscalização.

As investigações incluem suspeitas relacionadas a crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Fazenda amplia transparência

O governo também começou a divulgar documentos utilizados na autorização de empresas de apostas que pretendem atuar legalmente no país. Na primeira etapa, foram publicados documentos referentes a 80 das 85 empresas habilitadas, totalizando mais de 2 mil páginas.

Os materiais incluem análises sobre a situação jurídica das empresas, origem dos recursos, idoneidade dos administradores, prevenção à lavagem de dinheiro e pagamento das outorgas.

A divulgação será ampliada gradualmente, respeitando informações pessoais e dados protegidos por sigilo. Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca aumentar a transparência e a fiscalização do mercado de apostas online no Brasil.

Fontes: Ministério da Fazenda; Agência Brasil

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