O celular poderá ganhar uma nova alternativa de conexão no Brasil: a comunicação direta com satélites, sem depender de torres terrestres. A tecnologia direct-to-cell, que já tem operações experimentais autorizadas pela Anatel, pode levar conectividade a regiões remotas onde as redes móveis tradicionais não alcançam.
Como funciona
Atualmente, os celulares dependem de torres de transmissão para acessar as redes móveis. Quando não há cobertura, o aparelho perde a conexão. Com o direct-to-cell, o telefone pode se comunicar diretamente com satélites de baixa órbita, que passam a exercer parte da função das antenas terrestres.
Esses satélites ficam a cerca de 500 quilômetros da superfície, muito mais próximos que os satélites geoestacionários, posicionados a aproximadamente 36 mil quilômetros. A menor distância contribui para reduzir o tempo de resposta da comunicação.
Tecnologia ainda é experimental
Como os satélites estão em movimento constante, o sistema precisa acompanhar suas trajetórias para manter a comunicação. Além disso, a capacidade inicial de transmissão de dados deve ser limitada.
Por isso, a conexão via satélite não deve substituir 4G e 5G neste momento. A proposta é funcionar como uma camada complementar de conectividade, principalmente em áreas rurais, remotas ou sem cobertura convencional.
A expectativa é que a tecnologia amplie as possibilidades de comunicação em locais onde a infraestrutura terrestre não consegue chegar. No Brasil, entretanto, a solução ainda está em fase experimental e depende da evolução da implantação e das autorizações regulatórias.
Fontes: Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Starlink
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