Tomar vitaminas e minerais não garante que o organismo absorva totalmente os nutrientes. A eficiência da suplementação pode ser influenciada por problemas gastrointestinais, medicamentos, hábitos alimentares e até pela composição do próprio suplemento.
Segundo especialistas, para produzir o efeito esperado, o nutriente precisa ser absorvido pelo sistema digestivo, chegar à corrente sanguínea e ser utilizado pelas células. Quando esse processo é prejudicado, os níveis nutricionais podem permanecer baixos mesmo com o uso regular do produto.
Ferro exige atenção
O ferro está entre os nutrientes mais suscetíveis a interferências. Doenças e alterações intestinais, inflamações, alguns medicamentos e determinados hábitos alimentares podem dificultar sua absorção.
Café e chá, por exemplo, quando consumidos próximos às refeições ou à ingestão do suplemento, podem reduzir o aproveitamento do mineral. Por isso, além de identificar uma deficiência, é importante investigar suas possíveis causas.
Formulação também influencia
A biodisponibilidade representa a quantidade do nutriente que o organismo consegue efetivamente absorver e utilizar. Por esse motivo, diferentes formulações de um mesmo suplemento podem apresentar comportamentos distintos durante a digestão.
O acompanhamento por meio de exames pode ajudar a avaliar a resposta ao tratamento. Sintomas persistentes, como cansaço, fraqueza, dificuldade de concentração e queda de cabelo, devem ser investigados, pois podem estar relacionados à baixa absorção ou a outras condições.
Excesso também pode fazer mal
A suplementação não deve ser feita por conta própria. Dose, duração e tipo de nutriente precisam considerar as necessidades individuais, já que o consumo excessivo de algumas vitaminas e minerais também pode causar efeitos adversos.
Assim, o sucesso da suplementação depende não apenas da quantidade ingerida, mas da capacidade do organismo de absorver e utilizar adequadamente os nutrientes.
Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS) e informações do médico Carlos Alberto Reyes Medina, diretor médico da Carnot Laboratórios
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