ANP atualiza regras para comercialização de biometano no Brasil

Nova resolução estabelece padrões de qualidade, transporte e venda do combustível renovável para os setores veicular, residencial, comercial e industrial.

Foto: © Divulgação Itaipu.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) atualizou as regras para produção, transporte e comercialização de biometano no Brasil. A Resolução ANP nº 1.006/2026, publicada nesta terça-feira (11), estabelece novos critérios de qualidade e amplia as possibilidades de utilização do combustível renovável.

Produzido a partir do aproveitamento energético de resíduos orgânicos, o biometano poderá ser misturado ao gás natural e injetado nas redes de transporte e distribuição, desde que o produto atenda aos padrões de qualidade exigidos.

A norma reúne regras para o biometano obtido da purificação de biogás produzido em aterros sanitários, estações de tratamento de esgoto e outras fontes de matérias-primas renováveis.

Controle de qualidade

Entre as novas exigências está o monitoramento periódico das características físico-químicas do combustível. Os produtores deverão emitir certificados que comprovem a conformidade do produto comercializado.

As análises deverão verificar parâmetros como concentração de metano, dióxido de carbono, oxigênio, enxofre, sulfeto de hidrogênio e umidade.

Para o biometano produzido a partir de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto, também serão adotadas medidas adicionais para controle de contaminantes, incluindo metais pesados, compostos orgânicos e microrganismos.

A resolução prevê ainda a instalação de filtros específicos para retenção de microrganismos nas unidades produtoras que utilizam biogás como matéria-prima.

Atualização das regras

De acordo com a ANP, a medida moderniza o marco regulatório do setor e substitui normas estabelecidas em 2022. A resolução também atualiza regras relacionadas às especificações do gás natural e à autorização para funcionamento de unidades produtoras de biometano.

A mudança busca ampliar a segurança e a confiabilidade do combustível, além de facilitar sua integração às redes de gás natural e seu uso por consumidores dos diferentes setores.

Fonte: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) / Diário Oficial da União / agência Brasil

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