Sarampo volta a preocupar e reforça importância da vacinação no Brasil

Aumento de casos nas Américas e novos registros no país acendem alerta para a manutenção da cobertura vacinal, especialmente entre crianças.

Foto: Shutterstock.

O avanço do sarampo nas Américas voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde. Embora o Brasil tenha interrompido a transmissão endêmica da doença, novos casos foram identificados em 2026, reforçando a necessidade de manter a vacinação em dia para impedir a circulação do vírus.

Em 2025, o país confirmou 38 casos de sarampo, todos associados à importação do vírus. Já em 2026, novos registros foram identificados e, em julho, a vacinação foi ampliada em três municípios paulistas devido a uma cadeia de transmissão relacionada a um caso importado.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), até 27 de junho de 2026 foram registrados 22.974 casos confirmados de sarampo em 17 países e territórios das Américas, aumento de 181% em relação ao mesmo período de 2025. O levantamento também contabilizou 39 mortes.

Por que o sarampo preocupa?

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por partículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar. A disseminação é mais rápida em locais com baixa cobertura vacinal.

Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. As chamadas manchas de Koplik, pequenos pontos esbranquiçados dentro da boca, também podem aparecer antes das lesões na pele.

A doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, otite, encefalite e, em casos mais severos, morte. Existe ainda uma complicação rara e fatal conhecida como panencefalite esclerosante subaguda.

Vacina é a principal forma de prevenção

O imunizante contra o sarampo é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na rotina infantil, a primeira dose é aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Pessoas de 12 meses a 29 anos sem comprovação das doses necessárias devem receber duas doses. Entre 30 e 59 anos, a recomendação geral é de uma dose para quem não possui registro de vacinação.

Em situações de circulação do vírus, as autoridades podem ampliar a estratégia e indicar a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses. Pessoas com contraindicações específicas, como gestantes e alguns pacientes imunocomprometidos, devem buscar orientação profissional.

Em 2025, a cobertura nacional alcançou 92,9% na primeira dose e 78,3% na segunda, abaixo da meta de 95% estabelecida para as duas etapas.

Com o aumento dos casos nas Américas, manter a caderneta de vacinação atualizada é essencial para proteger crianças e adultos e evitar que o vírus volte a estabelecer transmissão contínua no Brasil.

Fontes: Ministério da Saúde; Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); Hospital Pequeno Príncipe

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