Câncer de pulmão pode ter mais de 95% de chance de cura quando detectado cedo

Agosto Branco alerta para sintomas, fatores de risco e importância do diagnóstico precoce da doença.

Foto: Freepik.

O câncer de pulmão está entre as principais causas de morte por câncer no Brasil e deve registrar cerca de 35,3 mil novos casos por ano no país entre 2026 e 2028, segundo estimativas oficiais. A campanha Agosto Branco busca ampliar a conscientização sobre prevenção, sinais de alerta, diagnóstico e tratamento.

O tabagismo continua sendo um dos principais fatores de risco, mas não é o único. Poluição do ar, histórico familiar e exposição prolongada ao radônio, um gás radioativo presente naturalmente no solo e nas rochas, também podem aumentar as chances de desenvolvimento da doença.

Sintomas que merecem atenção

A identificação precoce é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento e cura. Entre os principais sinais de alerta estão:

- Tosse ou rouquidão persistente por mais de quatro semanas;

- Sangue na secreção ao tossir;

- Perda de peso sem causa aparente;

- Dor no peito.

Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pulmão pode apresentar índices de cura superiores a 95% em determinados casos tratados cirurgicamente.

O rastreamento merece atenção especial entre pessoas de 50 a 80 anos, fumantes ou ex-fumantes com histórico de consumo equivalente a pelo menos 20 anos-maço, conforme avaliação médica.

Tratamentos evoluíram

O tratamento depende do estágio da doença, das características do tumor e das condições clínicas do paciente. Entre as opções estão cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo e imunoterapia.

A cirurgia costuma ser considerada principalmente para tumores localizados e em pacientes com condições clínicas para o procedimento. Com o avanço das técnicas minimamente invasivas e robóticas, muitos procedimentos passaram a proporcionar menor dor, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

A quantidade de pulmão retirada varia conforme o tamanho e a localização do tumor. Em casos iniciais, pode ser possível remover apenas uma parte do órgão. Tumores maiores podem exigir a retirada de um lobo pulmonar e, em situações específicas, de todo o pulmão.

Diagnóstico precoce faz diferença

A evolução da medicina também ampliou as possibilidades de tratamento para pacientes com câncer de pulmão. O estadiamento e a análise das características moleculares do tumor ajudam a definir a estratégia mais adequada para cada caso.

A campanha Agosto Branco reforça que sintomas persistentes não devem ser ignorados. Procurar avaliação médica diante de sinais suspeitos pode favorecer o diagnóstico em fases iniciais e aumentar as possibilidades de tratamento e controle da doença.

Fontes: Instituto Nacional de Câncer (Inca); Ministério da Saúde; Lei Federal nº 15.207

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