As reclamações de idosos contra reajustes de planos de saúde coletivos cresceram 47% entre 2021 e 2025. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que as notificações de beneficiários com mais de 60 anos subiram de 842 para 1.238 no período.
A alta está relacionada, principalmente, à diferença nas regras de reajuste entre planos individuais e coletivos. Em 2026, a ANS definiu limite de 5,11% para os planos individuais, enquanto os contratos coletivos não possuem um teto percentual estabelecido pela agência.
Somente até junho de 2026, a ANS contabilizou 528 novas reclamações de idosos relacionadas a reajustes em planos coletivos, mantendo a tendência de crescimento observada nos últimos anos.
ANS avalia mudanças
Diante do aumento das queixas, a ANS estuda medidas para tornar os reajustes dos contratos coletivos mais previsíveis. Entre as propostas estão a adoção de uma cláusula padrão para o cálculo dos aumentos e a ampliação de 29 para 400 beneficiários do grupo que deverá seguir obrigatoriamente o mesmo índice de reajuste.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), por outro lado, afirma que os percentuais são definidos por meio de negociações entre empresas contratantes e operadoras. Segundo a entidade, os reajustes são necessários para manter o equilíbrio econômico-financeiro e a sustentabilidade dos contratos.
O avanço das reclamações reforça o debate sobre a necessidade de maior transparência e previsibilidade nos reajustes dos planos coletivos, especialmente para consumidores idosos, que podem enfrentar dificuldades para manter a cobertura diante de aumentos elevados.
Fontes: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)
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