O uso de medicamentos por conta própria para dormir pode aliviar temporariamente a insônia, mas também esconder as causas do problema e atrasar o tratamento adequado. É o que alerta uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) realizada com 1.158 pacientes.
O estudo constatou que 60% dos participantes utilizavam medicamentos para dormir, incluindo remédios controlados. Entre eles, quatro em cada dez recorriam a produtos que não são indicados especificamente para o tratamento da insônia, muitas vezes por provocarem sonolência como efeito colateral.
Segundo os pesquisadores, a automedicação pode mascarar fatores que estão relacionados à dificuldade para dormir. A insônia é caracterizada por problemas para iniciar ou manter o sono e, quando ocorre pelo menos três vezes por semana durante três meses, pode configurar um transtorno.
Tratamento deve ter acompanhamento
Especialistas destacam que medicamentos podem fazer parte do tratamento quando há indicação profissional. Entretanto, terapias comportamentais são consideradas a primeira opção para combater a insônia.
A terapia cognitivo-comportamental busca melhorar hábitos de sono, rotina e comportamentos que contribuem para o problema. Atividades físicas, meditação, leitura e horários regulares também podem auxiliar na qualidade do descanso.
Diante dos riscos da automedicação, a recomendação é buscar avaliação profissional quando a dificuldade para dormir se torna frequente. Identificar a causa da insônia é fundamental para escolher uma estratégia de tratamento segura e eficaz.
Fontes: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); Instituto de Psicologia da USP
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