Os adesivos para espinhas, especialmente os feitos de hidrocoloide, podem auxiliar na cicatrização de algumas lesões de acne, diminuir a vermelhidão e proteger a pele contra sujeira e manipulação. No entanto, a eficácia depende do tipo e do estágio da espinha.
O melhor resultado costuma ocorrer em lesões com ponto branco, pois o hidrocoloide absorve secreções, reduz o inchaço e cria uma barreira que evita que a espinha seja espremida. O produto também pode ser usado quando a lesão já se rompeu, atuando como um curativo.
Em espinhas internas, como nódulos e cistos, e em cravos abertos ou fechados, os patches de hidrocoloide não apresentam benefícios relevantes. Nas lesões ainda sem ponto branco, o principal efeito é proteger a região contra o toque e a manipulação.
Existem ainda adesivos com ativos como ácido salicílico, niacinamida e microagulhas. Segundo especialistas, esses componentes podem complementar a ação do produto, mas as evidências sobre benefícios adicionais ainda são limitadas.
Como usar
A recomendação é escolher produtos regularizados pela Anvisa, aplicar o adesivo sobre a pele limpa e seca e evitar cremes ou óleos na área. O patch deve cobrir completamente a lesão e permanecer, em geral, de seis a 24 horas, ou até ficar esbranquiçado.
Quem utiliza retinoides ou peróxido de benzoíla deve evitar aplicar esses produtos diretamente sob o adesivo, pois a oclusão pode aumentar a penetração e provocar irritação.
Apesar de serem úteis em situações específicas, os adesivos não tratam a causa da acne. Pessoas com espinhas frequentes ou acne moderada a grave devem procurar avaliação dermatológica para controlar a inflamação e prevenir cicatrizes.
Fontes: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) / Hospital Israelita Albert Einstein / Anvisa
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