O Sistema Único de Saúde (SUS) deve disponibilizar até novembro um novo teste genético capaz de identificar alterações hereditárias relacionadas ao câncer de mama. O exame será realizado inicialmente em mulheres já diagnosticadas com a doença.
Feito a partir de amostras de sangue ou saliva, o teste busca detectar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que podem estar associadas a maior risco de câncer de mama e ovário. O resultado poderá auxiliar as equipes médicas na definição de estratégias de tratamento e acompanhamento.
A identificação de alterações genéticas também pode beneficiar familiares da paciente. Quando há mutação hereditária, parentes podem ser avaliados para verificar o risco e, quando indicado, adotar medidas de prevenção e acompanhamento médico.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar mais de 78,6 mil novos casos de câncer de mama em 2026. A oferta do teste pelo SUS representa um avanço na identificação de casos relacionados à predisposição genética e na adoção de medidas preventivas.
Fontes: Ministério da Saúde; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Sociedade Brasileira de Mastologia
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