O preço do aluguel residencial voltou a subir no Brasil e registrou avanço de 0,66% em julho de 2026, segundo o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Nos últimos 12 meses, a alta acumulada chegou a 5,08%, aumentando o impacto dos custos de moradia no orçamento das famílias.
De acordo com a pesquisa, o mercado imobiliário passa por um período de transição, influenciado pela relação entre oferta e demanda. Os juros elevados continuam restringindo o crédito imobiliário, enquanto os contratos de aluguel passam a refletir com maior intensidade as condições específicas de cada região.
O levantamento apontou aumento dos valores em todas as capitais analisadas. Porto Alegre teve a maior alta mensal, com 1,14%, seguida por Belo Horizonte (0,62%), Rio de Janeiro (0,49%) e São Paulo (0,45%), que reverteu a queda registrada no mês anterior.
Segundo especialistas, apesar do avanço dos preços, o cenário atual reduz a possibilidade de uma forte aceleração dos reajustes. A expansão da oferta de imóveis, especialmente ligada ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, pode contribuir para equilibrar o mercado, embora o efeito sobre imóveis disponíveis para locação deva ocorrer de forma gradual.
A tendência para os próximos meses é de um mercado imobiliário mais cauteloso, com os valores dos aluguéis mantendo ritmo moderado de crescimento diante dos desafios relacionados ao crédito, oferta de imóveis e demanda por moradia.
Fonte: FGV IBRE – Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas
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