Trikafta reduz internações em até 84,8% de pacientes com fibrose cística no SUS

Estudo do Ministério da Saúde aponta melhora na função pulmonar, queda no uso de oxigênio e redução de infecções após quase dois anos da oferta do medicamento na rede pública.

Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil.

A oferta do medicamento Trikafta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tem apresentado resultados expressivos no tratamento da fibrose cística. Estudo divulgado nesta quinta-feira (6) revelou que a terapia reduziu em até 84,8% as internações hospitalares e diminuiu em 91,6% a necessidade de oxigenoterapia domiciliar entre os pacientes atendidos pela rede pública.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 2,4 mil pacientes utilizam atualmente o medicamento no SUS. Na rede privada, uma única caixa do Trikafta custa, em média, R$ 194,5 mil, e o tratamento pode ultrapassar R$ 2,5 milhões por paciente ao ano, tornando a oferta gratuita um importante avanço para pessoas com a doença.

O estudo acompanhou 647 crianças, adolescentes e adultos durante um ano em 39 centros de referência no Brasil. Além da redução das internações, os pesquisadores observaram aumento de 10 a 14 pontos na função pulmonar, diminuição dos processos inflamatórios e infecciosos, redução de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos e melhora do estado nutricional.

O Trikafta é composto pela combinação de elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor e pode ser retirado nas farmácias de alto custo mediante prescrição de médico especialista. O tratamento é realizado em casa, por via oral, seguindo protocolos definidos conforme o quadro clínico de cada paciente.

A fibrose cística é uma doença genética rara e hereditária que provoca a produção de um muco espesso, comprometendo principalmente os pulmões e o sistema digestivo. Entre os sintomas estão infecções respiratórias frequentes, tosse persistente, dificuldades na digestão e baixo ganho de peso.

Os resultados reforçam a eficácia do Trikafta no tratamento da fibrose cística e evidenciam o impacto da incorporação de terapias de alta complexidade no SUS, proporcionando melhor qualidade de vida, menos internações e maior expectativa de saúde para milhares de pacientes.

Fonte: Agência Brasil / Ministério da Saúde

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