Osteoporose também afeta homens e diagnóstico tardio aumenta risco de fraturas graves

Especialistas alertam que a perda de massa óssea não é exclusiva das mulheres e reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Foto: Freepik.

Embora seja mais comum entre mulheres após a menopausa, a osteoporose também acomete homens e pode provocar consequências ainda mais severas quando identificada tardiamente. A doença evolui de forma silenciosa, reduz a densidade dos ossos e aumenta o risco de fraturas, principalmente no quadril, coluna e punhos.

A osteoporose costuma ser descoberta apenas após a ocorrência de uma fratura, já que dificilmente apresenta sintomas nas fases iniciais. Segundo especialistas, a diferença entre homens e mulheres está na influência dos hormônios sobre o metabolismo ósseo.

Nas mulheres, a queda brusca do estrogênio durante a menopausa acelera a perda de massa óssea, elevando significativamente o risco de fraturas. Já nos homens, a redução da testosterona acontece de forma gradual, fazendo com que a doença surja, em geral, em idade mais avançada. Apesar da menor incidência, a mortalidade masculina após fraturas de quadril é superior à registrada entre mulheres, principalmente devido ao diagnóstico tardio e à presença de outras doenças.

Além do envelhecimento, fatores como deficiência de vitamina D, doenças da tireoide, insuficiência renal, tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso prolongado de corticoides e alterações hormonais aumentam o risco de osteoporose em ambos os sexos.

Os especialistas destacam que a prevenção deve começar ainda na juventude, período em que ocorre a formação da maior parte da massa óssea. Alimentação rica em cálcio, níveis adequados de vitamina D, prática regular de exercícios físicos, especialmente os de fortalecimento muscular e impacto, além de evitar o cigarro, estão entre as principais recomendações.

O principal exame para detectar a doença é a densitometria óssea, indicada para mulheres após a menopausa, homens a partir dos 70 anos e pessoas mais jovens com fatores de risco. Quando confirmada, a osteoporose pode ser tratada com suplementação, medicamentos específicos e, em alguns casos, terapias hormonais sob orientação médica.

Com o envelhecimento da população, especialistas reforçam que a prevenção, o diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis são fundamentais para preservar a saúde dos ossos, reduzir o risco de fraturas e garantir mais qualidade de vida na terceira idade.

Fonte: Especialistas em saúde hormonal / Bio Meds Brasil

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