Estudo da USP alerta para uso excessivo de remédios para dormir entre brasileiros

Pesquisa aponta que 60% das pessoas com insônia utilizam medicamentos, enquanto terapias comportamentais seguem pouco acessíveis.

Foto: Divulgação.

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) acendeu um alerta sobre o tratamento da insônia no Brasil. A pesquisa revelou que 60% das pessoas que buscaram atendimento psicológico para o problema já utilizavam medicamentos para dormir, embora a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), considerada a principal abordagem recomendada por especialistas, dispense o uso de remédios na maioria dos casos.

O levantamento, realizado pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (IPq-FMUSP), identificou maior frequência de uso de hipnóticos, como o zolpidem, benzodiazepínicos, como o clonazepam, além de medicamentos de venda livre, incluindo antialérgicos e relaxantes musculares.

Os pesquisadores também observaram que 84% dos participantes não adotavam estratégias terapêuticas de longo prazo e que muitos recorriam à automedicação, aumentando o risco de dependência, perda de memória, alterações cognitivas e quedas, especialmente entre idosos.

Segundo os especialistas, a insônia crônica deve ser tratada de forma individualizada, considerando fatores como ansiedade, depressão, estresse e condições sociais. A recomendação é priorizar terapias comportamentais, que atuam na mudança de hábitos e na reestruturação dos padrões de sono, deixando os medicamentos para situações específicas e sempre com acompanhamento médico.

Os pesquisadores reforçam que o uso prolongado de remédios para dormir pode trazer riscos importantes à saúde e defendem a ampliação do acesso às terapias comportamentais no sistema de saúde, promovendo um tratamento mais seguro e eficaz para pessoas com insônia.

Fonte: Universidade de São Paulo (USP) – Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (IPq-FMUSP)

Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui

Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui

 

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar