Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da hipertensão pulmonar

Tyvaso é o primeiro medicamento registrado no Brasil para pacientes com hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar intersticial e promete melhorar a capacidade física.

Foto: Envato.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Tyvaso (treprostinila), novo medicamento indicado para o tratamento da hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar intersticial (HP-DPI). A terapia representa um avanço no tratamento da doença rara, sendo a primeira com essa indicação aprovada no Brasil.

A hipertensão pulmonar é caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias dos pulmões, dificultando o fluxo sanguíneo e sobrecarregando o coração. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enfermidade é dividida em cinco grupos, sendo o Tyvaso destinado aos pacientes classificados no Grupo 3, que até então não contavam com medicamento registrado no país para essa indicação.

Administrado por inalação oral, o medicamento contém treprostinila, substância que promove o relaxamento dos vasos sanguíneos pulmonares, reduzindo a pressão arterial na circulação pulmonar. Com isso, melhora o fluxo de sangue, aumenta a oxigenação do organismo e reduz o esforço do coração, contribuindo para ampliar a capacidade de exercício e a qualidade de vida dos pacientes.

A Anvisa informa que o tratamento deverá ser realizado em quatro sessões diárias de inalação. Apesar da aprovação do registro sanitário, a comercialização do medicamento dependerá da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A disponibilidade no mercado ficará a cargo da empresa responsável pelo produto.

Considerada uma doença rara, a hipertensão pulmonar afeta entre 2 e 5 pessoas por milhão de adultos ao ano. A enfermidade possui elevada gravidade e apresenta tempo médio de sobrevida de aproximadamente 2,8 anos após o diagnóstico, reforçando a importância da ampliação das opções terapêuticas.

Com a aprovação do Tyvaso, pacientes brasileiros com hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar intersticial passam a contar com uma nova alternativa terapêutica, aguardando apenas a definição do preço e o início da comercialização do medicamento no país.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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