Agricultura digital pode elevar produção de grãos em 75 milhões de toneladas até 2033

Uso de inteligência artificial, drones, sensores e Internet das Coisas impulsiona a produtividade e fortalece o agronegócio brasileiro.

Foto: Jonas Oliveira/ANPr.

A transformação digital deve impulsionar o agronegócio brasileiro e contribuir para um aumento de 75 milhões de toneladas na produção de grãos até a safra 2032/33, segundo projeções do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa. A adoção de tecnologias da chamada Agricultura 4.0 promete ampliar a produtividade, otimizar recursos e tornar as decisões no campo mais rápidas e precisas.

Com o avanço da digitalização, ferramentas como inteligência artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), drones, sensores, robótica e plataformas de análise de dados passaram a integrar as operações agrícolas, oferecendo monitoramento em tempo real das lavouras, das máquinas e da saúde animal.

Essas tecnologias permitem acompanhar indicadores como umidade do solo, condições climáticas, desempenho dos equipamentos e desenvolvimento das culturas, favorecendo intervenções mais rápidas, redução de desperdícios e maior eficiência na gestão das propriedades rurais.

Sensores inteligentes auxiliam no controle da irrigação e do manejo agrícola, enquanto drones identificam precocemente pragas, doenças e deficiências nutricionais. Já a inteligência artificial processa grandes volumes de informações para gerar recomendações que tornam o planejamento agrícola mais preciso.

A automação também ganha espaço com máquinas autônomas e sistemas robotizados utilizados em atividades como pulverização, colheita, ordenha e monitoramento do rebanho, reduzindo impactos da escassez de mão de obra especializada e aumentando a eficiência operacional.

Especialistas destacam que a competitividade do agronegócio dependerá cada vez mais da capacidade de transformar dados em decisões estratégicas. Com a expansão da Agricultura 4.0, a integração entre conectividade, análise de dados e automação será essencial para elevar a produtividade, fortalecer a segurança alimentar e ampliar a competitividade do setor nos próximos anos.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Embrapa e Getac

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