Pesquisadores anunciaram dois novos casos de remissão prolongada do HIV, elevando para 13 o número de pessoas no mundo consideradas em remissão de longo prazo ou possivelmente curadas após tratamentos altamente específicos. Os resultados serão apresentados durante a 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, realizada no Rio de Janeiro.
Os dois pacientes interromperam o uso da terapia antirretroviral sob rigoroso acompanhamento médico e seguem sem apresentar carga viral detectável. Um deles está há 14 meses sem medicação, enquanto o outro completou um ano sem tratamento, mantendo exames sem sinais de replicação do vírus.
Os casos têm em comum o transplante de células-tronco para tratar doenças hematológicas graves, como leucemia. Os doadores possuíam a rara mutação genética CCR5-delta32, que dificulta a entrada das variantes mais comuns do HIV nas células do sistema imunológico. Em um dos pacientes, nem mesmo células infectadas capazes de reativar a infecção foram identificadas. No outro, também não foram encontrados sinais de vírus com capacidade de se replicar.
Especialistas destacam que os resultados representam um avanço importante para a pesquisa científica, mas reforçam que o transplante de células-tronco não é indicado como tratamento para a maioria das pessoas que vivem com HIV devido aos riscos envolvidos. Atualmente, a terapia antirretroviral continua sendo a forma mais segura e eficaz de controlar a infecção, garantindo qualidade de vida e impedindo a transmissão sexual do vírus, enquanto novas pesquisas seguem em busca de uma cura acessível.
Fonte: 26ª Conferência Internacional sobre AIDS e pesquisadores do estudo
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