Nove entidades representativas do ensino superior privado e da educação médica lançaram o movimento Uma Só Régua, que defende o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como o único instrumento nacional de avaliação dos estudantes de Medicina. A iniciativa surge em meio às discussões no Congresso Nacional sobre a criação de uma nova prova de proficiência para os futuros médicos.
Segundo as instituições, a adoção de um segundo exame poderia gerar sobreposição de critérios, aumento de custos e insegurança sobre as responsabilidades entre o Ministério da Educação (MEC) e os conselhos profissionais. Para o grupo, o aprimoramento do Enamed é mais eficiente do que instituir uma nova avaliação.
As entidades destacam que o Enamed acompanha o desempenho dos estudantes ao longo da graduação, permitindo identificar falhas na formação antes da conclusão do curso. Além disso, os resultados podem orientar melhorias nas escolas médicas e fortalecer a qualidade do ensino.
Outro ponto defendido é que o exame integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), segue as Diretrizes Curriculares Nacionais e é aplicado gratuitamente pelo MEC e pelo Inep, sem custos para os estudantes.
O debate ganhou força após a publicação da Medida Provisória nº 1.370/2026, que amplia as funções do Enamed, prevê sua aplicação em duas etapas da graduação, possibilita o uso da nota para ingresso em programas de residência médica e cria o Sistema Nacional de Avaliação da Residência Médica. A proposta segue em análise no Congresso Nacional.
Fonte: Movimento Uma Só Régua, Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
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