As varizes atingem entre 30% e 40% da população adulta brasileira e podem evoluir sem sintomas nos estágios iniciais, segundo estudo do Hospital Israelita Einstein publicado na revista científica Annals of Vascular Surgery. Além de comprometer a estética, a doença pode causar dor, inchaço, úlceras e aumentar o risco de trombose.
A pesquisa analisou mais de 1,2 milhão de cirurgias de varizes realizadas entre 2015 e 2023 com dados do DATASUS e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O levantamento identificou que a taxa de procedimentos na saúde suplementar foi quase cinco vezes maior que a registrada no Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciando desigualdade no acesso ao tratamento.
Os pesquisadores também observaram diferenças regionais. O Sudeste concentrou 62% das cirurgias, enquanto a Região Norte respondeu por apenas 1,5% dos procedimentos realizados no período.
Especialistas explicam que a doença ocorre quando as válvulas das veias deixam de funcionar corretamente, dificultando o retorno do sangue ao coração. Entre os principais fatores de risco estão predisposição genética, envelhecimento, obesidade, gestação e atividades que exigem longos períodos em pé ou sentado.
Os autores alertam que o tratamento precoce é fundamental para evitar a progressão da doença e complicações. Atualmente, além da cirurgia convencional, existem alternativas como laser, radiofrequência e escleroterapia, cuja indicação depende da avaliação médica.
Fonte: Hospital Israelita Einstein, Annals of Vascular Surgery, DATASUS e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
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